Antes de içar a lâmina, o algoz suplica ao condenado: "Você me perdoa?"

I want you for U.S. Army

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Tarantino e Contra todos no portal Carta Maior

Meus amigos,

Há duas semanas, este estoriador do Subsolo das Memórias tornou-se colunista de Arte e Cultura do portal Carta Maiorwww.cartamaior.com.br

Já foram publicados dois textos de minha autoria.

O espectro metamórfico de Django Unchained
 
No primeiro texto, Django Livre, Django Siegfried, Django Obama: metamorfoses liberais de Tarantino, discorri sobre as contradições encarnadas por Django, o extraordinário protagonista do mais recente filme de Quentin Tarantino, que apenas consegue explodir a escravidão de suas próprias correntes, enquanto a multidão restante, sobre a qual Hollywood não projeta os holofotes, permanece desempregada em um país racista e liberal, cujas contradições Django Livre soube tão bem criticar e reproduzir. Aqui está o link para que vocês leiam o texto em questão no portal Carta Maior: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21593

O espectro metamórfico de Soninha, em "Contra todos"
 
No segundo texto, Guerra de todos contra todos, fiz uma análise do belíssimo filme nacional Contra todos (2004), do diretor Roberto Moreira, que enseja uma leitura acurada das profundas contradições sociais e psíquicas – psicossociais, a bem dizer – que a periferia paulistana de nosso capitalismo atavicamente periférico produz e reproduz. Aqui está o link para que vocês leiam este outro texto no portal Carta Maior: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21629
 
A partir de agora, os textos deste estoriador do Subsolo será publicados semanalmente pelo portal Carta Maior. Todas as segundas-feiras.

 Na próxima segunda, dia 25, analisarei as implicações poético-políticas da Pequena Fábula, de Franz Kafka.

Abraço a todos,

Flávio Ricardo Vassoler

P.S.: Aqueles que ainda não assistiram ao filme poderão vê-lo na íntegra a partir do seguinte link do YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=FR4CP216Zu8

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Budapeste I

Meus amigos,
 
Voltemos ao bom e velho continente. Bom, velho e cada vez mais inadimplente.
 
Retomemos nossas fotonarrativas em
 
 
Budapeste
 
 
Bem-vindo ao Leste Europeu...


... onde minha nuca sempre se ajoelha



Sensação algo tórrida estar em uma cidade tão bela
que veda para este estoriador do Subsolo o entendimento mais cotidiano
Parece que 95% das línguas do velho continente têm origem indo-européia
O húngaro, como o diabo bem sabe, não é uma delas
O húngaro, a única língua que, segundo Chico Buarque, o diabo respeita


Para que os new yuppies não se sintam tão acossados em meio à beleza aristocrática




Iossif Vissarionovitch Djhugachvili


Meu possante Leste Europeu afora


Espólio soviético em Budapeste


Graças ao Arquipélago Gulag, os cafetões neoliberais hoje apontam o dedo em riste para o socialismo como se a indústria cultural que hoje nos acomete tivesse alguma coisa para eximi-la de toda a barbaridade que veicula e reproduz


Aqueles que se opuseram aos tanques de Kruschev em 56


Antes a sombra pudesse me engolfar diante da iminência do torturador...


Eu tô lendo o verbo "falar" ali? Mas 56 não foi o ano do silêncio na Hungria?
Por sinal, encontrei duas budapestinas muito simpáticas em frente ao Museu do Terror. Em meio a uma conversa regada por muito inglês macarrônico, uma delas me diz que, se os EUA soubessem que a URSS ia invadir o Leste Europeu, eles teriam evitado a Cortina de Ferro. Ah, santa inocência! Ao que eu só faço replicar: mas você não sabe que Ialta determinou tudo. O Kremlin ligou para a Casa Branca para ratificar o espólio. Daí a segunda budapestina, com mais presença de espírito, bem sentenciou: "Pois é, é como a máfia. Os EUA ficaram com o quintal da América Latina, e nós acabamos abocanhados pela Madrasta Rússia. Dividir para reinar"


Reinar para não dividir


Mártir dos porões húngaros


Um músico torturado
Não é à toa que Adorno ouve em Schönberg a sinfonia distópica da atualidade




Minha nuca é ajoelhada


Tom sobre tom


Sentinela


 
Impassível



Se meu pai ainda pudesse me abraçar, tenho certeza de que ele ia arrematar esse carro em mais um feirão de domingo. "Pô, filho, de tanque cheio é preço dobrado, venda fácil"

 
Espectro



A barbárie se transforma em segunda natureza quando a rotina comezinha nos impede de apreciar o belo que insiste em ficar de pé quando os estúpidos endinheirados querem implodi-lo para que mais estacionamentos possam fomentar o ímpeto medíocre de se querer comprar um carro


O Municipal aqui de Sampa não fica atrás. O problema são os frequentadores, Deus meu...


Porque a foto estanca a poesia...


Soprano


Em Moscou, Stálin soube sitiar um belo prédio como este para, a 2 km do Kremlin, instalar a Lubianka, então futura sede da KGB

 
O desenho da penumbra



Golias

 
"Papai, papai, você já me explicou por que as árvores ficam nuas no inverno, tudo bem. Mas agora eu queria saber por que elas copiam o desenho das estradas que ficam na palma da mão, papai"


 
Temos todos os motivos para mantermos as mais encarniçadas reservas contra a Igreja Católica. Não preciso enumerá-las. Mas apenas me pergunto o seguinte: alguém já a superou historicamente no que se refere à instituição do mecenato? O que seria do belo sem o catolicismo? Aliás, como seria nosso olhar para o belo sem o catolicismo? (Rancor dialético...)



E o que seria da hipocrisia e do cinismo sem o celibato católico?



Mais uma basílica para Pedro


Ainda que a vida, por si só, não viva...

 
Parla!



Não, fica quietinho, deixa comigo...



Concêntrico

 
Estoicismo



 
A penumbra clerical só pode ser a contrapartida não tão cínica dos encontros fortuitos na sacristia



O mármore das sentinelas

 
Parla!



Já houve um tempo em que a utopia acreditou que a súplica poria os pés no chão; os pés, ao invés dos joelhos... 


Pio XI, o amigo de um tal ditador austríaco


Pato


Vertigem


Republicanismo

 
Dedo em riste


 
Tá vendo aquela cúpula lá no fundo? É para lá que este estoriador irá da próxima vez



Policromia
 
 
 "Papai, papai, eu não sabia que também as cidades jogavam xadrez"



 
O zoom luta contra o véu da neblina



China em Budapeste


Não é a foto que está vergada, mas a própria vertigem do olhar


E se não fôssemos nós quem tivéssemos que ficar bêbados? E se a realidade por si só pudesse se embriagar?



Os vizinhos dos galhos retorcidos recebem um afago inusitado ao não abrirem as janelas invernais de dupla face



Será que os moradores de São Paulo sabemos ver?
Nostalgia do horizonte


Ataque lânguido da neve contra a abóbada

 
Por que burlar a sentinela violeta?


 
As camadas da altivez



Ciclope

 
Sábado


 
Não, não é Rapunzel que precisa ser resgatada...



Aqui vai um epigrama para aqueles que já temos mais de três décadas:
Paper Boy - para todos aqueles que jogamos Master System :-)

 
Se o palácio falasse, Baco tentaria calá-lo...



Bolshói em Budapeste


O afago da neve


Teia


Pálido

 
 O burguês americano ri do Lada
Mas será que ele sabe sorrir com um verso violeta?


Prenúncio...


 
Sob esta árvore, bela...


 
O cavalheiro já nu quer despir sua amada vermelha de vergonha


 
Molotov

 
Vou repetir esta pergunta até que a História não ma deixe reiterar...
Que seria do estatuário urbano sem a guerra?


 
A natureza quer ajudar todo aquele que se propõe a uma serenata - vá até ela!


 
Verdade seja dita: o estatuário urbano também sabe honrar seus artistas - sobretudo se eles algum dia compuseram odes aos generais de quatro costados



Quem vive sob o anonimato pálido?


"Há menos diferença entre mim e um outro que entre mim e eu mesmo; eu agora e eu depois somos, a bem dizer, dois"

 
Leitura e café



 
Remessa para Dionísio


Filhotes de Cérbero em Budapeste

 
Porque a madeira já contém o belo; basta lhe dar forma - e penar toda uma vida para compô-lo

 
Guardião que convida ao invés de barrar


 
Realidade ficcional


 
Não se torna a memória um monte de escombros quando já não está em Budapeste?



Porque o capitalismo transforma a esfinge de Édipo em mero cofre


O aristocrata tenta, mas será que consegue ser austero?


Que me diz, amigo subterrâneo?

 
 Logo cruzaremos o Danúbio


O bunker do poeta


O inverno do arco-íris


Minha nunca quer se ajoelhar



 
Bulbo parlamentar



Budapeste, por ora...