Antes de içar a lâmina, o algoz suplica ao condenado: "Você me perdoa?"

I want you for U.S. Army

domingo, 9 de dezembro de 2012

As metamorfoses de Talião


Stalingrado


Entre as frestas do cotidiano, os escombros

Fragmentos de Uma história da guerra, de John Keegan
(São Paulo: Companhia das Letras, 2006)

“Os soldados não são como os outros homens – eis a lição que aprendi de uma vida entre guerreiros. Essa lição fez-me considerar altamente suspeitas todas as teorias e representações da guerra que a colocam no mesmo pé de outras atividades humanas. A guerra está indiscutivelmente ligada à economia, à diplomacia e à política, como demonstram os teóricos. Mas a ligação não significa identidade ou mesmo semelhança. A guerra é completamente diferente da diplomacia ou da política, porque precisa ser travada por homens cujos valores e habilidades não são os dos políticos e diplomatas. São valores de um mundo à parte, um mundo muito antigo, que existe paralelamente ao mundo do cotidiano, mas não pertence a ele. Ambos os mundos se alteram ao longo do tempo, e do guerreiro acerta o pé com o do civil. Mas o segue à distância. Essa distância nunca pode ser eliminada, pois a cultura do guerreira jamais pode ser a da própria civilização. Todas as civilizações devem suas origens ao guerreiro; suas culturas nutrem os guerreiros que as defendem, e as diferenças entre elas farão os guerreiros de uma muito diferentes externamente dos da outra”. (pp. 16-17)

“(...) o pensamento de [Carl Von] Clausewitz está incompleto. Ele implica a existência de Estados, de interesses de Estado e de cálculos racionais sobre como eles podem ser atingidos. Contudo, a guerra precede o Estado, a diplomacia e a estratégia por vários milênios. A guerra é quase tão antiga quanto o próprio homem e atinge os lugares mais secretos do coração humano, lugares em que o ego dissolve os propósitos racionais, onde reina o orgulho, onde a emoção é suprema, onde o instinto é rei. ‘O homem é um animal político’, disse Aristóteles. Clausewitz, herdeiro de Aristóteles, disse apenas que um animal político é um animal que guerreia. Nenhum dos dois ousou enfrentar o pensamento de que o homem é um animal que pensa, em quem o intelecto dirige o impulso de caçar e a capacidade de matar”. (p. 18)

“As lições da história nos advertem de que os Estados em que vivemos, suas instituições, até mesmo suas leis, chegaram-nos por meio de conflitos, amiúde do tipo mais sangrento. Nossa dieta diária de notícias traz relatos de derramamento de sangue, muitas vezes em regiões bem próximas a nossas terras natais, em circunstâncias que negam completamente uma concepção de normalidade cultural. Mesmo assim, conseguimos confinar as lições da história e das reportagens em uma categoria especial e separada de ‘alteridade’ que invalida nossas expectativas de como nosso próprio mundo será amanhã e o dia seguinte de forma alguma. Nossas instituições e leis, dizemos para nós mesmos, estabelecem tantas restrições à potencialidade humana para a violência que, na vida cotidiana, nossas leis irão puni-la como criminosa, enquanto sua utilização pelas instituições de Estado tomará a forma particular de ‘guerra civilizada’”. (p. 19)

“Nossa cultura busca compromissos, e o compromisso ao qual chegou sobre a questão da violência pública é o de fazer desaparecer sua manifestação, mas legitimar seu uso”. (p. 20)

domingo, 2 de dezembro de 2012

Lançamento do livro "Dostoiévski e Bergman - O niilismo da modernidade"

 Fiódor Dostoiévski (1821-1881)

 
Ingmar Bergman (1918-2007)


Meus amigos,

Gostaria convidar a todos para o lançamento do livro


Dostoiévski e Bergman
O niilismo da modernidade


Local:
Editora Intermeios – Casa de Artes e Livros
Rua Luís Murat, 40 – Pinheiros
(Nas imediações do metrô Sumaré, linha verde)
Telefones: 2338-8851; 2338-7473

Data: 08 de dezembro, sábado.

Horário: 18h.

Eis o prefácio do livro em questão para que vocês conheçam a trajetória que envolveu Dostoiévski e Bergman e o projeto da Intermeios.


Meus amigos,

Gostaria convidar a todos para o lançamento do livro


Dostoiévski e Bergman
O niilismo da modernidade


Local:
Editora Intermeios – Casa de Artes e Livros
Rua Luís Murat, 40 – Pinheiros
(Nas imediações do metrô Sumaré, linha verde)
Telefones: 2338-8851; 2338-7473

Data: 08 de dezembro, sábado.

Horário: 18h.

Eis o prefácio do livro em questão para que vocês conheçam a trajetória que envolveu Dostoiévski e Bergman e o projeto da Intermeios.


Do curso ao livro
Um prólogo aos diálogos entre
Fiódor Dostoiévski e Ingmar Bergman

A Editora Intermeios – Casa de Artes e Livros, entre março e abril de 2012, deu início a um ousado projeto para estimular a reflexão e a produção (para-)acadêmicas.
         Do curso ao livro: a partir da iniciativa empreendedora dos proprietários Joaquim Antonio Pereira, poeta e editor, e Cecília Almeida Salles, professora de pós-graduação em Comunicação e Semiótica da PUC-SP, criou-se a ideia de entrelaçar as reflexões e debates gerados pelos cursos temáticos à produção de artigos por parte dos professores e alunos. Ao fim e ao cabo, os artigos compilados pretendem consolidar a trajetória de cada curso por meio de livros a serem publicados pela Editora Intermeios, que assim sintetiza a sua proposta cultural: casa de artes e livros.
         O primeiro curso a se transformar em livro procurou trazer à tona um diálogo sobre

O niilismo da modernidade pelos prismas de
Fiódor Dostoiévski e Ingmar Bergman

            O curso foi dividido em quatro módulos, cada um composto por duas aulas. Abaixo exponho a sinopse do curso e o desenvolvimento das aulas de acordo com os núcleos temáticos.

Sinopse do curso
Ao sepultar Deus, a instância suprema a partir da qual emanariam e sobre a qual recairiam os princípios e fins éticos, a modernidade arremessa o ser humano em um turbilhão relativista em meio ao qual tudo o que é sólido desmancha no ar. Pelos prismas do escritor russo Fiódor Dostoiévski (1821-1881) e do cineasta sueco Ingmar Bergman (1918-2007), analisaremos a ascensão paradoxal do nada como princípio (anti-)ético normativo – eis o Reino de Nihil, o niilismo. Os filmes O sétimo selo (1956) e a trilogia do silêncio – Através de um espelho (1961), Luz de inverno (1962) e O silêncio (1963) – dialogarão com o parricida Ivan Karamázov (Os Irmãos Karamázov), o homicida Raskólnikov (Crime e Castigo), a reencarnação de Cristo, o Príncipe Míchkin (O Idiota), e a encarnação do niilismo, o homem do subsolo (Memórias do Subsolo), de modo a estabelecermos a genealogia do relativismo ético desde o século XIX até os seus desdobramentos pelas diversas esferas existenciais ao longo do trágico século XX.

Módulo 1: Se Deus não existe, tudo é permitido
Aulas 1 e 2: Discussão entre o filme O sétimo selo e o dilema parricida de Ivan, o Karamázov (Os Irmãos Karamázov). Que significa dizer “se Deus não existe, tudo é permitido”? Em última instância, portanto, seria Deus o bastião da ética? Diante da ausência do Pai, nada mais conteria o hedonismo dos filhos órfãos? Enquanto a simbologia dostoievskiana faz do ateu Ivan o mentor intelectual do assassinato de Fiódor Pávlovitch, seu pai, o nobre cruzado de Bergman procura ludibriar a Morte – Deus se confunde com o silêncio – até que o xeque-mate sentencie a colagem do sétimo selo.

Módulo 2: Memórias do subsolo através de um espelho
Aulas 3 e 4: Discussão entre o filme Através de um espelho e o dilema homicida de Ródion Românovitch, também conhecido como Raskólnikov (Crime e Castigo). Se Deus não existe e tudo é permitido, os homens extraordinários precisam assumir o seu quinhão e espraiar a dominação irrestrita – quiçá para o bem da humanidade. Sendo assim, o super-homem Raskólnikov cinde a têmpora da usurária Amália Ivânovna, o arquétipo do piolho ordinário, como prova cabal para verificar se pode ascender à indiferença ética própria a um Napoleão. Enquanto isso, em algum lugar da Suécia de Bergman que sempre nos parece contígua, um escritor-discípulo de Raskólnikov assiste impassível a uma derradeira fonte de inspiração: o colapso mental da própria filha.

Módulo 3: A opaca luz de inverno acalenta o niilismo
Aulas 5 e 6: Discussão entre o filme Luz de Inverno e o dilema autofágico daquele que se concebe como o paradoxalista do subsolo (Memórias do Subsolo). O pastor Tomas Ericsson – filho distante do sensualista Tomé, para quem crer significa ver – celebra o culto já sem o prazer de sorver o vinho. Antes de sua experiência devastadora em meio à guerra civil espanhola, Deus lhe aparecia como o princípio único, ideal e orgânico de todas as coisas. Mas seria possível adorar o Senhor quando corpos mutilados só querem o encontro com o sétimo selo? Crescei e multiplicai-vos: antes o pão, agora as ogivas. Tomas Ericsson aproxima-se de São Judas Iscariotes: Deus transforma-se em um deus-eco, um porto seguro – e sempre silencioso – onde a angústia seria calada; um deus-aranha em cuja teia o relativismo tenderia a ser imobilizado. “Será?” – o homem do subsolo prontamente irrompe e o interrompe. Por que aceitar Deus como um muro derradeiro diante do qual devemos nos aquietar? “Em meu subsolo”, prosseguiria o paradoxalista dostoievskiano, “apenas o nada me faz companhia”. Poderia a consciência conviver de forma tão incestuosa com a potencial diluição de si mesma?

Módulo 4: O silêncio do diálogo
A beleza salvará o mundo! (Príncipe Míchkin)
O mundo salvará a beleza? (Ivan Karamázov)
Aulas 7 e 8: Discussão entre o filme O Silêncio e a quimera trágico-cristã do Príncipe Míchkin (O Idiota). Poderia alguém viver concretamente a máxima “ame ao próximo como a ti mesmo” nos dias de hoje? (Ivan Karamázov prontamente se insinua: (1) A história humana, em algum momento, já teria sido palco do amor mútuo? (2) Cristo e seu sadismo refinado: somos coagidos ao amor, daí a coerência do “ide e pregai-vos” – na cruz.) Pois o Príncipe Míchkin pretende dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus: Rogójin, o Judas assassino de Nastácia Filíppovna, recebe o consolo cristão de Míchkin. Mero detalhe o fato de a bela Nastácia ser a bem amada do Príncipe. Não à toa a consciência de Míchkin encontra na idiotia, na loucura, a síntese para o entrechoque dialético de tais polos irreconciliáveis – a piedade cristã e a vingança mundana. Ora, O Silêncio de Bergman corrói os laços fraternos. Em meio à Guerra Hitlerista, uma criança tem o privilégio alquebrado de contrastar seu tanque em miniatura com o blindado nada silencioso a rasgar as ruas. Enquanto isso, a mãe se prostitui gratuitamente embriagada pelo mesmo prazer do suicida prédio abaixo: “16º andar, 15º andar: até aqui vai tudo bem, até aqui vai tudo bem; 6º andar, 5º andar: até aqui vai tudo bem, até aqui vai tudo bem”. Mas não, “a beleza salvará o mundo!” – brada o Príncipe Míchkin das profundezas de sua masmorra insana. Rasgado por um sorriso de soslaio, Ivan, o Karamázov, sintetiza a nossa tragédia: “mas, por um mero acaso, o mundo salvará a beleza, meu caro?”

            A partir das aulas expositivas e dos debates por elas gerados, os alunos e este professor desenvolvemos ensaios que desdobrassem as temáticas do curso em estreito diálogo com as pesquisas que cada um desenvolve seja no âmbito da pós-gradução, seja no âmbito da graduação.
         O primeiro grupo de ensaios desenvolveu um diálogo entre Fiódor Dostoiévski e Ingmar Bergman.
         Ieda Lebensztayn[1], em Derrotas e roteiros à janela da arte: fresta de Bergman, cartas de Dostoiévski e Graciliano, desenvolve um texto com belo fluxo autoral, ao longo do qual discorre sobre a angústia da expressão artística para os três autores em questão. A fresta bergmaniana através de um espelho e as cartas legadas por Dostoiévski e Graciliano, para Ieda, assumiriam um papel de contínua (res)significação de suas trajetórias artísticas, de seus dilemas e dos problemas cujas contínuas indagações suas obras só faziam prolongar e reverberar.
Diogo Basei Garcia[2], em A morte ou o silêncio de Deus: Ausência de referências e a crise da autoridade no mundo contemporâneo, lança mão das aporias epocais legadas por Dostoiévski e Bergman para refletir sobre a crise de autoridade e seus desdobramentos no âmbito escolar.

É muito comum ouvir no meio escolar que as crianças de hoje não respeitam mais o professor ou seus próprios pais. Normalmente esse lamento acompanha um certo ar saudosista, pois “antigamente era diferente”. De fato observamos crianças enfrentando adultos em diversas ocasiões; a escola culpa os pais, os pais culpam a escola, de modo que nenhuma instituição consegue mais exercer sua autoridade de modo satisfatório. Se não há disciplina, não há educação.
Quais as razões dessa crise? Em que medida o questionamento da autoridade é positivo? É possível reagir a uma situação como essa? O que pode ser feito? Essas questões nortearão o texto que se segue, numa tentativa de compreender melhor esse fenômeno e de pensar saídas para esse conflito que tanto preocupa pais e educadores.
           
O segundo grupo de ensaios discorre sobre temas variados da obra de Fiódor Dostoiévski .
         Em O Sermão da Estepe: Ivan Karamázov e a filosofia dostoievskiana da história, Flávio Ricardo Vassoler[3] não pretende

(...) simplesmente afirmar ou negar a profunda religiosidade de Dostoiévski ou mesmo fichá-lo como um subversivo junto aos inquéritos do DOPS da crítica literária. A meu ver, a obra de Dostoiévski enforma-se segundo o movimento da contradição. Teses e antíteses são postas e pressupostas, entrechocam-se sem solução, de modo que uma síntese parcial tende a subsumir o caráter irresoluto dos embates dialógicos em função do hasteamento da bandeira de uma determinada ideologia. Ao invés de separar de modo imiscível e polar cristianismo e socialismo, procurarei demonstrar de que modo tais polaridades a priori antípodas tornam-se mutuamente recíprocas na filosofia da história subjacente a O Grande Inquisidor, quinto capítulo do Livro V d’Os Irmãos Karamázov, último romance de Dostoiévski. Ao analisar o movimento contraditório da filosofia dostoievskiana da história, espero lançar luz sobre as aporias que aproximam as teses do grande inquisidor dos conflitos de nossa época.
       
Alexandre Buccini[4] e Mariana Wartusch[5], em Memórias da Arte, desenvolveram um ensaio que

(...) pretende discutir algumas das noções de arte, influenciadas pelo pensamento marxiano, e como a obra do escritor russo Fiódor Dostoiévski poderia ser considerada arte por esta concepção.
Não pretendemos aprofundar, no trabalho em questão, a análise de nenhuma obra de Dostoiévski em particular, quando citamos este ou aquele livro do autor; pretendemos ilustrar um panorama geral sobre as ideias estéticas de Marx e de um marxismo não vulgar, portanto considerado marxiano. A arte, para os marxistas e marxianos, foi muito debatida, contudo, extraímos da concepção dialética de vida e arte o ponto comum e fulcral que todos eles teriam sobre essa atividade dos humanos.

            Talita Mochiute Cruz[6], em Notas sobre o anti-herói em Dostoiévski e Beckett, entrevê “ecos do homem do subsolo, protagonista de Memórias do Subsolo (1864), de Dostoiévski, [que] podem ser percebidos em Molloy (1951), de Beckett, no qual o protagonista solitário também está em um quarto narrando/escrevendo suas histórias”.

Molloy faz parte da galeria de anti-heróis típicos do romance moderno, marcados pela impossibilidade de ação e pela consciência tortuosa. Como outras personagens beckettianas, ele pertence à linhagem de anti-heróis da tradição do romance russo do século XIX, repleta de exemplos daqueles que se recusam à ação e isolam-se como forma de contestação. (...)
Cabe então rever essa herança entre o homem do subsolo e Molloy, pontuando quais são as conexões e as dissonâncias entre eles, sem deixar de ter no horizonte o pano de fundo do processo da modernidade. Ao olhar para esses personagens-narradores, talvez possamos compreender um pouco mais as relações entre homem/sociedade e forma/processo social, que encontram expressão no romance.

            Dênis Henrique Cabrerizo da Silva[7], em O Mal, o Niilismo e a Condição Humana em “O Grande Inquisidor”, volta-se a

(...) uma análise dos principais aspectos do pensamento dostoievskiano (...) [para que possamos abordar], num primeiro momento e de forma geral, a configuração do mal e do niilismo na obra de Dostoiévski, ao que se sucederá a aplicação destes mesmos conceitos, somados à reflexão de Dostoiévski, sobre a condição humana, por intermédio de uma breve análise do capítulo O Grande Inquisidor, trecho fulcral da obra Os Irmãos Karamázov.

            O terceiro grupo de ensaios, por sua vez, analisa a cinematografia de Ingmar Bergman, com ênfase nos filmes estudados durante o curso.
         Andreia Rocha Vasconcellos[8] discorre sobre O sétimo selo (1956) e analisa A última ceia como a irrupção da Graça.

No Princípio eram os morangos. Morangos ao leite, morangos silvestres. Um oásis em meio à tragédia d’O sétimo selo. Antonius Block, o cruzado que só faz questionar o silêncio de Deus, viverá uma epifania ao lado da família de artistas mambembes: Jof, Mia e o pequeno Mikael. Eis a irrupção da Graça. Mas a Morte pálida e iminente é a expectadora de tal comunhão telúrica que, a despeito de sua beleza e positividade, já não consegue reconciliar o silêncio de Deus com o mundo repleto de gritos e sussurros.

            Pedro Max Schwarz[9], em O silêncio de Deus nos filmes O sétimo selo, Através de um espelho e Luz de Inverno, parte de uma pergunta bergmaniana fundamental: “Se Deus existe, por que ele permanece em silêncio?”

Este ensaio mostra como o silêncio de Deus foi desenvolvido ao longo dos três filmes mencionados, através da narrativa e da imagem. Pontos importantes das tramas são revelados, mas as histórias dos filmes não são contadas na íntegra: só são narrados os trechos em que a temática do silêncio de Deus se faz presente. A exceção é o filme Luz de Inverno, que é narrado do início ao fim, apenas porque essa temática está presente desde a primeira cena até a última.

            Feitas as apresentações do curso e dos ensaios dele oriundos, voltamos a convidá-los para o lançamento do livro no próximo sábado, dia 08, às 18h, na Editora Intermeios (Rua Luís Murat, 40, Pinheiros), com a expectativa de que os leitores sintam e vivenciem a mesma atmosfera de debates estimulantes e prolíficos que os alunos e este professor puderam construir a partir das obras de Fiódor Dostoiévski e Ingmar Bergman.

Flávio Ricardo Vassoler


[1] Mestre em Teoria Literária e Literatura Comparada, doutora em Literatura Brasileira (fflch-usp), pós-doutoranda no Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (ieb-usp), bolsista da Fapesp. Autora de Graciliano Ramos e a Novidade: o astrônomo do inferno e os meninos impossíveis. São Paulo: Hedra, 2010.
[2] Mestre em Pedagogia e Educação pela FE-USP e professor de História dos Ensinos Fundamental II e Médio das redes municipal, estadual e particular.
[3] Mestre e doutorando em Teoria Literária e Literatura Comparada pela FFLCH-USP. Professor do curso em questão.
[4] Graduação em Ciências Sociais, Geografia e Direito. Doutorando em Sociologia da Imagem (Cinema), pela UNCuyo – Universidad Nacional de Cuyo – Mendoza, Argentina. Pesquisa em Cinema Documentário.
[5] Graduanda em Letras pela FFLCH-USP. Campo de pesquisa: literatura brasileira e música. Pesquisadora da obra de Vinicius de Moraes.
[6] Jornalista e aluna da pós-graduação (mestrado) do programa de Teoria Literária e Literatura Comparada da FFLCH-USP.
[7] Graduando em Filosofia pela FFLCH-USP e em Relações Internacionais pela PUC-SP.
[8] Mestranda em Ciências da Religião pela PUC-SP.
[9] Graduando em Imagem e Som pela UFSCar.