Antes de içar a lâmina, o algoz suplica ao condenado: "Você me perdoa?"

I want you for U.S. Army

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Fiódor Dostoiévski no Subsolo das Memórias - Parte II

Clique na imagem para obter mais informações sobre o curso
vindouro a respeito de Fiódor Dostoiévski e Ingmar Bergman

Meus amigos,

Continuemos nossa preparação para o curso vindouro sobre Fiódor Dostoiévski e Ingmar Bergman que terá início no dia 10 de março – todas as informações sobre o curso O niilismo da modernidade pelos prismas de Fiódor Dostoiévski e Ingmar Bergman podem ser obtidas a partir dos seguintes links: (1) na página da Editora Intermeios: http://intermeioscultural.com.br/programacao.php?q=niilismo_modernidade; (2) aqui no Subsolo das Memórias: http://subsolodasmemorias.blogspot.com/2012/02/curso-sobre-dostoievski-e-bergman-na.html.

Nesta semana, reeditaremos a tese e a antítese de uma importante discussão dostoievskiana originalmente encampada por Ivan Karamázov e seu adágio ateu: “Se Deus não existe, tudo é permitido”.

Ivan, o Karamázov, convidou os filósofos Luiz Felipe Pondé e Renato Janine Ribeiro para discorrerem sobre o adágio que fundou a modernidade. Como não poderia deixar de ser, Ivan também convidou a personagem dostoievskiana por excelência, o paradoxalista do subsolo, para argüir os textos dos filósofos segundo seu tradicional papel de advogado do diabo.

A partir dos links a seguir, reecontremos, então,


Fiódor Dostoiévski no
Subsolo das Memórias – Parte II


O subsolo de Fiódor Dostoiévski

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Fiódor Dostoiévski no Subsolo das Memórias - Parte I

Clique na imagem para obter mais informações sobre o curso vindouro a respeito de Fiódor Dostoiévski e Ingmar Bergman

Meus amigos,

Fiódor Mikháilovitch Dostoiévski é um habitué do Subsolo das Memórias.

Desde que as nossas galerias subterrâneas começaram a ser escavadas, o escritor russo vem contribuindo sobremaneira para a poética do Subsolo.

A fim de nos prepararmos para o curso vindouro sobre Dostoiévski e Bergman que terá início no dia 10 de março – todas as informações sobre o curso O niilismo da modernidade pelos prismas de Fiódor Dostoiévski e Ingmar Bergman podem ser obtidas a partir dos seguintes links: (1) na página da Editora Intermeios: http://intermeioscultural.com.br/programacao.php?q=niilismo_modernidade e (2) no Subsolo das Memórias: http://subsolodasmemorias.blogspot.com/2012/02/curso-sobre-dostoievski-e-bergman-na.html –, reencontremos


Fiódor Dostoiévski no
Subsolo das Memórias – Parte I

Dostoiévski no Canal Universitário
http://subsolodasmemorias.blogspot.com/2010/12/dostoievski-no-canal-universitario-de.html (Entrevista que concedi ao programa Autores & Obras, da TV São Marcos, que foi ao ar em outubro de 2010 pelo Canal Universitário de São Paulo.)

Sobre Memórias do Subsolo
http://subsolodasmemorias.blogspot.com/2010/10/sobre-memorias-do-subsolo.html (Belíssima análise do crítico norte-americano Joseph Frank sobre a obra Memórias do Subsolo.)

Fiódor Mikháilovitch Dostoiévski
http://subsolodasmemorias.blogspot.com/2010/08/fiodor-mikhailovitch-dostoievski.html (Compilação de trechos das grandes obras de Dostoiévski do período pós-siberiano: Recordações da Casa dos Mortos; Notas de inverno sobre impressões de verão; Memórias do Subsolo; Crime e Castigo; O Idiota; Os Demônios; Os Irmãos Karamázov.)

Fotobiografia de Dostoiévski
http://subsolodasmemorias.blogspot.com/2009/11/fotobiografia-de-dostoievski.html (Fotobiografia do escritor que compus durante a minha estada em Moscou e São Petersburgo entre os anos de 2008 e 2009.)

Fiódor Mikháilovitch Dostoiévski (1821-1881)

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Curso sobre Dostoiévski e Bergman na Editora Intermeios - Casa de Artes e Livros

O escritor russo Fiódor Dostoiévski (1821-1881)


O cineasta sueco Ingmar Bergman (1918-2007)

Meus amigos,

A Editora Intermeios – Casa de Artes e Livros (link: http://intermeioscultural.com.br/), a partir de março, dará início a um ousado projeto para estimular a reflexão e a produção acadêmicas.

Do curso ao livro: a partir da iniciativa empreendedora dos proprietários Joaquim Antonio Pereira, poeta e editor, e Cecília Almeida Salles, professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da PUC/SP, a idéia é entrelaçar as reflexões e debates gerados pelos cursos temáticos à produção de artigos por parte dos professores e alunos. Ao fim e ao cabo, os artigos compilados consolidarão a trajetória de cada curso por meio de livros a serem publicados pela Editora Intermeios, que assim sintetiza a sua proposta cultural: casa de artes e livros.

Nesse sentido, meus amigos, gostaria de convidar a todos para a primeira iniciativa do projeto em questão, um curso envolvendo o escritor russo Fiódor Dostoiévski e o cineasta sueco Ingmar Bergman:


O niilismo da modernidade pelos prismas de Fiódor Dostoiévski e Ingmar Bergman

Link oficial do curso no site da Intermeios:
http://intermeioscultural.com.br/programacao.php?q=niilismo_modernidade

Professor Flávio Ricardo Vassoler
Doutorando em Teoria Literária e Literatura Comparada pela FFLCH/USP
Link para o currículo do professor:
http://subsolodasmemorias.blogspot.com/2009/08/subsolo-das-memorias.html


Período de realização: de 10 de março a 28 de abril.

Dias e horário das aulas: sempre aos sábados, das 15h às 18h, nos dias 10, 17, 24 e 31 de março e 7, 14, 21 e 28 de abril.

Para mais informações sobre o período de inscrições e o valor do curso, entrar em contato com a Intermeios pelo telefone 2338-8851.

Local de realização:
Editora Intermeios – Casa de Artes e Livros
Rua Luís Murat, 40 – Pinheiros

A rua Luís Murat é uma travessa da Avenida Henrique Schaumann, em Pinheiros, e fica bem próxima à rua Cardeal Arcoverde, da qual é paralela. Está a 5 minutos a pé do Metrô Sumaré (linha Verde).

Antes de apresentar a sinopse propriamente dita, gostaria de enfatizar que, na primeira aula de cada módulo temático do curso, os alunos assistirão na própria Intermeios aos filmes de Bergman que estabelecerão os diálogos com as obras de Dostoiévski.


O niilismo da modernidade pelos prismas de
Fiódor Dostoiévski e Ingmar Bergman


Sinopse do curso

Ao sepultar Deus, a instância suprema a partir da qual emanariam e sobre a qual recairiam os princípios e fins éticos, a modernidade arremessa o ser humano em um turbilhão relativista em meio ao qual tudo o que é sólido desmancha no ar. Pelos prismas do escritor russo Fiódor Dostoiévski (1821-1881) e do cineasta sueco Ingmar Bergman (1918-2007), analisaremos a ascensão paradoxal do nada como princípio (anti-)ético normativo – eis o Reino de Nihil, o niilismo. Os filmes O sétimo selo (1956) e a trilogia do silêncio – Através de um espelho (1961), Luz de inverno (1962) e O silêncio (1963) – dialogarão com o parricida Ivan Karamázov (Os Irmãos Karamázov), o homicida Raskólnikov (Crime e Castigo), a reencarnação de Cristo, o Príncipe Míchkin (O Idiota), e a encarnação do niilismo, o homem do subsolo (Memórias do Subsolo), de modo a estabelecermos a genealogia do relativismo ético desde o século XIX até os seus desdobramentos pelas diversas esferas existenciais ao longo do trágico século XX.


Módulo 1: Se Deus não existe, tudo é permitido

Aulas 1 e 2 – dias 10 e 17 de março: Discussão entre o filme O sétimo selo e o dilema parricida de Ivan, o Karamázov (Os Irmãos Karamázov). Que significa dizer “se Deus não existe, tudo é permitido”? Em última instância, portanto, seria Deus o bastião da ética? Diante da ausência do Pai, nada mais conteria o hedonismo dos filhos órfãos? Enquanto a simbologia dostoievskiana faz do ateu Ivan o mentor intelectual do assassinato de Fiódor Pávlovitch, seu pai, o nobre cruzado de Bergman procura ludibriar a Morte – Deus se confunde com o silêncio – até que o xeque-mate sentencie a colagem do sétimo selo.


Módulo 2: Memórias do subsolo através de um espelho

Aulas 3 e 4 – dias 24 e 31 de março: Discussão entre o filme Através de um espelho e o dilema homicida de Ródion Românovitch, também conhecido como Raskólnikov (Crime e Castigo). Se Deus não existe e tudo é permitido, os homens extraordinários precisam assumir o seu quinhão e espraiar a dominação irrestrita – quiçá para o bem da humanidade. Sendo assim, o super-homem Raskólnikov cinde a têmpora da usurária Amália Ivânovna, o arquétipo do piolho ordinário, como prova cabal para verificar se pode ascender à indiferença ética própria a um Napoleão. Enquanto isso, em algum lugar da Suécia de Bergman que sempre nos parece contígua, um escritor-discípulo de Raskólnikov assiste impassível a uma derradeira fonte de inspiração: o colapso mental da própria filha.


Módulo 3: A opaca luz de inverno acalenta o niilismo

Aulas 5 e 6 – dias 7 e 14 de abril: Discussão entre o filme Luz de Inverno e o dilema autofágico daquele que se concebe como o paradoxalista do subsolo (Memórias do Subsolo). O pastor Tomas Ericsson – filho distante do sensualista Tomé, para quem crer significa ver – celebra o culto já sem o prazer de sorver o vinho. Antes de sua experiência devastadora em meio à guerra civil espanhola, Deus lhe aparecia como o princípio único, ideal e orgânico de todas as coisas. Mas seria possível adorar o Senhor quando corpos mutilados só querem o encontro com o sétimo selo? Crescei e multiplicai-vos: antes o pão, agora as ogivas. Tomas Ericsson aproxima-se de São Judas Iscariotes: Deus transforma-se em um deus-eco, um porto seguro – e sempre silencioso – onde a angústia seria calada; um deus-aranha em cuja teia o relativismo tenderia a ser imobilizado. “Será?” – o homem do subsolo prontamente irrompe e o interrompe. Por que aceitar Deus como um muro derradeiro diante do qual devemos nos aquietar? “Em meu subsolo”, prosseguiria o paradoxalista dostoievskiano, “apenas o nada me faz companhia”. Poderia a consciência conviver de forma tão incestuosa com a potencial diluição de si mesma?


Módulo 4: O silêncio do diálogo
A beleza salvará o mundo! (Príncipe Míchkin)
O mundo salvará a beleza? (Ivan Karamázov)

Aulas 7 e 8 – dias 21 e 28 de abril: Discussão entre o filme O Silêncio e a quimera trágico-cristã do Príncipe Míchkin (O Idiota). Poderia alguém viver concretamente a máxima “ame ao próximo como a ti mesmo” nos dias de hoje? (Ivan Karamázov prontamente se insinua: (1) A história humana, em algum momento, já teria sido palco do amor mútuo? (2) Cristo e seu sadismo refinado: somos coagidos ao amor, daí a coerência do “ide e pregai-vos” – na cruz.) Pois o Príncipe Míchkin pretende dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus: Rogójin, o Judas assassino de Nastácia Filíppovna, recebe o consolo cristão de Míchkin. Mero detalhe o fato de a bela Nastácia ser a bem amada do Príncipe. Não à toa a consciência de Míchkin encontra na idiotia, na loucura, a síntese para o entrechoque dialético de tais polos irreconciliáveis – a piedade cristã e a vingança mundana. Ora, O Silêncio de Bergman corrói os laços fraternos. Em meio à Guerra Hitlerista, uma criança tem o privilégio alquebrado de contrastar seu tanque em miniatura com o blindado nada silencioso a rasgar as ruas. Enquanto isso, a mãe se prostitui gratuitamente embriagada pelo mesmo prazer do suicida prédio abaixo: “16º andar, 15º andar: até aqui vai tudo bem, até aqui vai tudo bem; 6º andar, 5º andar: até aqui vai tudo bem, até aqui vai tudo bem”. Mas não, “a beleza salvará o mundo!” – brada o Príncipe Míchkin das profundezas de sua masmorra insana. Rasgado por um sorriso de soslaio, Ivan, o Karamázov, sintetiza a nossa tragédia: “mas, por um mero acaso, o mundo salvará a beleza, meu caro?”

Conto com a presença de todos vocês!

Um abraço,

Flávio Ricardo Vassoler

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Cracóvia II

Meus amigos,

Há um mês, o Subsolo das Memórias começou a percorrer as galerias polonesas de Varsóvia e Cracóvia que, ao fim e ao cabo, nos levarão a Auschwitz.

Aqui está o link para revisitarmos Varsóvia e Cracóvia I:
http://subsolodasmemorias.blogspot.com/2012/01/varsovia-e-cracovia-i.html

Esta semana, continuaremos a percorrer os belos interstícios de


Cracóvia II


HQ


As seções polonesas da SS e da Gestapo saúdam a Polícia Militar de São Paulo pela atuação eugênica no bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos


Subsolo das Memórias


Uma irmã distante da Rua Barão de Itapetininga, nas cercanias do nosso ilhado Teatro Municipal cá em Sampa


Bem-vindos ao Leste Europeu


Com a condição de que você corte esta franja, meu bem...


Tataraneta de Eva
1235ª esposa de Mefistófeles


Oscar de atriz coadjuvante em Matrix


O desejo e suas tristes mediações


A morena em questão sussurra que Nelson Rodrigues costurou seu "Vestido de Noiva" em Cracóvia


Desejo em fila indiana


Impassível


A poesia do hímen


No banco dos réus, a Santa Sé poderia de fato e de direito arrolar o belo como atenuante
(O Sumo Inquisidor compilaria as fotos sacras)


A mão precocemente madura sentencia o rosto ainda tenro ao jugo do tempo


Mandamento do lábio intumescido:
"Mordisquem-me agora!"


Paleta


Cracóvia reedita o Evangelho:
o rei Herodes segura o Messias pequenino antes de lhe rasgar a garganta


Até hoje não se sabe se a suntuosidade arquitetônica da Igreja tinha a intenção de catequizar os olhos para o céu ou fazer com que a pequenez do espectador aceitasse o poder mundano do Papa
Por via das dúvidas, o aforismo de Cristo apazigua o conflito ao prolongar a dúvida:
"Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus"


Encouraçado


Minha nuca se ajoelha


Transição cromática


Dedo em riste para o céu


Em sua ambigüidade estrutural, a ironia serve tanto ao servo quanto ao senhor
Por mais que procure deformar o status quo, não é possível esquecer que o irônico sorriso de soslaio tem o bobo da corte como artífice...


Conto gótico


Encouraçado


Paleta


A beleza de Cracóvia desafia o aforismo de Yves Lacoste:
"A arquitetura serve, antes de mais nada, para fazer a guerra"


Sentinela nua


Vamos?


Elegância mediada por 247 zlotys


E ainda ousam acusar os geômetras de abstração!
"Mas onde estão seus triângulos equiláteros?
Quando foi que a natureza concebeu seus quadriláteros ideais?"
Eis a resposta de Cracóvia


A franja como a última barricada contra o desejo


QG das cruzadas


Penumbra medieval


Costas abauladas


"Do Contrato Social"
(Prefácio do Dr. Fausto)


Aqui, no século XV, os cruzados repunham as energias antes de empalar os infiéis


Gargântula


Dizem as boas línguas que Johann Wolfgang, também conhecido como Goethe, esteve reiteradas vezes em Cracóvia para compor sua obra magna


Enviemos Mefistófeles para um estágio em terras paulistanas antes que o diabólico investidor se aventure pelo ramo pizzaiolo


Goethe pagará a conta, não nos preocupemos


Contradição - em termos: dizem as boas línguas que a aristocracia também pode ser austera


Parado em local proibitivamente permissivo, o taxista me oferece uma carona de volta para Varsóvia por módicos 875 zlotys


General Inverno


Where the rainbow ends


Da aristocracia para a burguesia que, antes da explosão da sociedade de massas, ainda precisava do atavismo do belo para viabilizar seus armazéns de secos e molhados


Nunca um joelho foi tão fálico


Cracóvia ecumênica


Encontro dialético:
Maio e anti-maio de 68
Tese: É proibido proibir
Antítese: Negação da negação
"Ora, e quanto à síntese?"
(A História nos avisa que a síntese ainda está desempregada)


Cracóvia nos convida para o...


... prenúncio do tenor em dois atos


Restaurante "Arca de Noé"
Conheçam nosso frio Jardim de Verão (sic do General Inverno)


O polonês e o discurso da servidão voluntária, ou pior, compulsória:
PIWO, parente com menor teor alcóolico da cerveja russa, PIVO
Abaixo: o exército perfilado do Leste Europeu


Anfitriã nua


Coleta seletiva - e enregelada


Há quem olhe para esta Muralha e veja o esplendor do todo imemorialmente constituído
Não se pode deixar de apreendê-lo
Meu olhar tenta capturar, no entanto, o silêncio prostrado e imemorialmente abstraído daqueles que empilharam os tijolos sob o açoite do General Inverno
Como reconhecimento medieval, seus ataúdes são as fundações da muralha aristocrática ao redor da qual os moradores dos burgos viviam e contra a qual, dentro de alguns séculos, os burgueses viriam a se indispor


Com um General Inverno de -35ºC, as casas geminadas lembram aos burgueses supostamente auto-suficientes que é preciso caminhar pelos escombros chamuscados do calor humano


Por vezes, a estória encontra seu leitor ideal


Olhar penso por sobre os ombros


Seria difícil descobrir onde o antigo Estado Satélite de Stálin na Polônia construiu seus edifícios funcionais?


Blasé


Solidão pálida


Degelo


E/ou


Quem não se lembra do Piu-Piu?
(Agora entendemos a persistência do Frajola, não?)


A aristocracia em seus estertores: a sacada nobre prenuncia o palanque da futura sociedade de massas


Que soem as Trombetas de Jericó, here we have an important announcement to be made:


Do come, otherwise...


A maquiagem e o entorno mimético


O espasmo que prenuncia a revelação


O silêncio que prenuncia a oração


Após nos depararmos com o irmão de Narciso abaixo retratado, talvez possamos dizer que a História foi muito dura com o pai da vaidade. Senão, vejamos: Narciso não se enclausura em si mesmo lançando mão do toque solitário; em verdade, em verdade o mito nos diz que Narciso vê sua imagem refletida e por ela se apaixona. Ora, ou muito nos enganamos ou a imagem especular já é um outro para Narciso, ainda que ela seja projetada desde o eu.
A vaidade de Narciso pressupõe o homem como animal social para que a beleza seja eleita a partir de uma comparação e de um cotejamento com um outro, ainda que o polo de distinção esteja fixado no eu.
Quando Narciso se considera ainda mais belo refletido por um espelho suntuoso, a História desvela as contradições sociais que ainda não puderam ser dirimidas: a beleza de Narciso pisa sobre os dorsos vergados dos sujeitos abstraídos que, com a mediação do trabalho socialmente usurpado, viabilizaram o belo para que Narciso individualizasse o belo que só a divisão do trabalho pôde erigir


A mão que balança o berço


Prolegômenos para todo o suicídio futuro


É difícil ficar "de olhos bem fechados", Mrs. Kidman


Será que ela sabe quem quer?


Pela Europa toda, sobretudo por influência turca, o (Dönner) Kebab,
um enrolado com carne de carneiro, repolho, cenoura, tomate e o que mais Deus permitir
(Não sei por que houve forte oposição ao Kebab por parte do Partido Verde Nacional, mas há uma estreita correlação entre a ausência de latidos e miados poloneses no verão e o aumento do consumo de Kebab)


Quando algo é permitido, já não se sabe o que fazer, ainda que todos os caminhos levem a Roma


Liberdade condicional


Picasso polonês


Soslaio

Cracóvia nos lega a crítica da razão cínica. Senão, vejamos:
apenas Cristo tem as mãos transpassadas por pregos; os irmãos de Judas e Barrabás estão amarrados às suas respectivas cruzes


O resquício da franja como a última mediação para o desejo


Prefiro a charrete


Meus amigos, preparem-se.
Quando o Subsolo das Memórias for a Moscou , reencontraremos a beleza eslava corporificada pelas russas


A plenos pulmões


!


Cracóvia ecumênica

P.S.: A partir da semana que vem, voltaremos a encontrar Fiódor Mikháilovitch Dostoiévski, dessa vez com um amigo inusitado, o cineasta sueco Ingmar Bergman. Aguardem.