Antes de içar a lâmina, o algoz suplica ao condenado: "Você me perdoa?"

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domingo, 29 de janeiro de 2012

Quartos Escuros, por João Miguel Henriques

Meus amigos,

Há quase 3 anos, descobri uma página aqui na internet que passou a me instigar sobremaneira.

Daqueles logradouros virtuais que nos fazem esperar por um tempo inusitado – e ansioso – pela próxima postagem. (Chegamos até a postergar o lapso de tempo para a próxima visita na esperança de que haja mais de uma postagem nova para percorrermos.)

O poeta português João Miguel Henriques, professor da Universidade de Szeged, na Hungria, conseguiu reunir liricamente seus múltiplos interesses nos Quartos Escuros, uma página que surpreende o visitante a cada atualização; como se o mundo ainda não estivesse forjado antes de olharmos para trás e por sobre os ombros; como se as postagens do poeta iluminassem a folha outonal que insiste em reunir os estilhaços amarelados com sua nervura tênue.

Antes de mais nada, que vocês apreendam por si mesmos aquilo que minhas palavras tentam reverberar. Percorramos os


Quartos Escuros, por João Miguel Henriques
http://quartosescuros.blogspot.com/

Ao longo desses quase 3 anos, João Miguel foi desvelando a poesia, o lúdico, as relações entre a arte e a sociedade, a lembrança fotográfica, uma esquina nova-iorquina cuja luz de inverno degela a pegada de um coturno, canções várias para o domingo.

Eu sentiria uma dificuldade sorridente em ter que compilar as postagens de que mais gostei. (João Miguel poderia dizer que uma Musa ronda a sua Europa, a Musa da Poesia. Suspeito, no entanto, que haja a presença de musas menos etéreas e mais corpóreas, gajo; é possível e até mais do que provável que as húngaras, representantes mestiças e mais ecumênicas das belíssimas moçoilas do Leste Europeu, insuflem a Palavra para que haja mais no princípio do que o casto verbo, João :-)

De qualquer maneira, meus amigos, o link dos Quartos Escuros acima disponibilizado lhes possibilitará um tatear a esmo pela nau lírica do meu colega lusitano de Letras.

Antes de deixá-los sob a iluminação policromática dos Quartos Escuros, gostaria de sublinhar algumas postagens que muito me instigaram aqui deste lado do Atlântico.

Em Da ocorrência da obra de arte – link: http://quartosescuros.blogspot.com/2011/11/da-ocorrencia-da-obra-de-arte.html –, João Miguel procura refletir sobre possíveis fatores para a gênese objetiva (os símbolos poéticos socialmente mediados) e subjetiva (a inspiração do artista que capta um suposto sentido de seu tempo) da obra de arte. A discussão se irradia através de Um conhecido paradoxo. Excerto de uma tese – link: http://quartosescuros.blogspot.com/2011/08/um-conhecido-paradoxo-excerto-de-uma.html – que tenta apreender a forma pela qual a arte poderia traduzir um conflito latente ao lhe fornecer conteúdo poético.

Que tal voltarmos ao futuro sem a mediação da indústria cultural e dos asseclas Michael Jane Fox e Christopher Lloyd?

Regresso ao futuro
http://quartosescuros.blogspot.com/2011/03/regresso-ao-futuro.html

Mais dois passos pelos Quartos Escuros.

O primeiro encontra dois belos poemas.

Quase bonita
http://quartosescuros.blogspot.com/2011/11/quase-bonita.html

e

Um poema de Lázló Nagy (já que termino o ano por estas bandas)
http://quartosescuros.blogspot.com/2010/12/um-poema-de-laszla-nagy-ja-que-termino.html

Por fim, a postagem a seguir – sem o consentimento prévio de João Miguel e com a sua aquiescência poética a priori, reproduzo-a no Subsolo das Memórias –, a meu ver, sintetiza a proposta artística dos Quartos Escuros.



João Miguel Henriques manda um abraço húngaro-lusitano a todos!

Um comentário:

  1. Agradeeço sua postagem e valia junto à internet.
    Um abraço. Vicente de Percia
    ps: acesse: http://blogdepercia.blogspot.com

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