Antes de içar a lâmina, o algoz suplica ao condenado: "Você me perdoa?"

I want you for U.S. Army

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Fiódor Dostoiévski na Bakhtiniana. Revista de Estudos do Discurso


Meus amigos,

Gostaria de convidar a todos para conhecermos a Bakhtiniana. Revista de Estudos do Discurso, que, no segundo semestre de 2011, chega à sua 6ª edição estabelecendo um diálogo entre Mikhail Bakhtin e Fiódor Dostoiévski.

Eis o link para que vocês possam acessar tanto este número da Bakhtiniana quanto as edições anteriores: http://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana


Fiódor Dostoiévski na
Bakhtiniana. Revista de Estudos do Discurso


Passo a palavra às Professoras Beth Brait e Maria Helena Cruz Pistori, editoras da Bakhtiniana.


EDITORIAL

Bakhtiniana. Revista de Estudos do Discurso, online, qualificada no Relatório de Avaliação CAPES 2010 como QUALIS A2, publica artigos originais, resultantes de pesquisa científica na área dos estudos do discurso, predominantemente na perspectiva bakhtiniana, e no constante diálogo/debate com as demais vertentes do conhecimento. Publica, também, resenhas de livros e eventos importantes para a área de Letras e Linguística e, a partir deste número, traduções de textos teóricos de real interesse para a discussão dos estudos bakhtinianos.

A chamada de artigos para o número 6 de Bakhtiniana, inspirada nos 190 anos do nascimento de Fiódor Mikháilovitch Dostoiévski (1821-1881), nos 82 anos da edição de Problemas da obra de Dostoiévski (1929) e nos 48 anos de Problemas da poética de Dostoiévski (1963), teve como objetivo reunir pesquisas que discutissem as relações existentes entre as obras de Dostoiévski e as de Mikhail Bakhtin. Respondendo a essa proposta, muitos estudiosos, sobretudo da literatura, da teoria literária, da linguística e da análise do discurso, apresentaram suas colaborações. Do amplo conjunto submetido, 13 artigos foram selecionados pelos pares, viabilizando este número que deve contribuir, numa via de duas mãos, para a compreensão do diálogo existente entre esses dois grandes pensadores russos, especialmente no que se refere à relação linguagem (literária ou não), sociedade e cultura.

Alguns artigos tratam da obra de Bakhtin e de sua relação com a de Dostoiévski de uma perspectiva abrangente. Esse é o caso de ‘0,5 mm: a nova edição brasileira de Problemas da poética de Dostoiévski’, de Adriana Pucci Penteado de Faria e Silva; ‘Dostoiévski e Bakhtin: a filosofia da composição e a composição da filosofia’, de João Vianney Cavalcanti Nuto; ‘Entre Napoleón y Jesucristo: las peripecias del ‘alma rusa’ en la obra de Dostoievski’, de Tatiana Bubnova; ‘Prolegômenos dostoievskianos para uma reaproximação entre a polifonia de Mikhail Bakhtin e a dialética’, de Flávio Ricardo Vassoler.

Outros buscam um diálogo entre a obra de Bakhtin, especialmente Problemas da poética de Dostoiévski, e determinados textos do escritor russo, envolvendo, em alguns deles, literatura francesa e portuguesa nesse amplo debate polifônico. Esse é o caso de ‘O encontro privilegiado entre Bakhtin e Dostoiévski num subsolo’, de Beth Brait e Irene Machado; ‘Polifonia e ‘realismo no sentido superior’: o epílogo de Crime e Castigo’, de Priscila Nascimento Marques; ‘Jogadores de roleta e amores’, de Glória Carneiro do Amaral; ‘Bernardo Santareno e as possíveis reverberações de Ivan Karamázov’, de Fernanda Verdasca Botton. A esses artigos junta-se ‘O discurso da memória: um ensaio bakhtiniano a partir de Infância e São Bernardo de Graciliano Ramos’, de Gilberto de Castro, que, sem examinar propriamente uma obra de Dostoiévski, articula as reflexões de Bakhtin a respeito dela para, num contraponto, analisar obras “autobiográficas” do escritor brasileiro Graciliano Ramos. Essa análise constitui um importante estudo para a compreensão do conceito bakhtiniano de polifonia, focalizado em sua ausência.

Há, ainda, artigos que imprimem certa interdisciplinaridade à possibilidade de leitura das relações existentes entre as obras de Bakhtin e as de Dostoiévski, transitando pela análise do discurso, pelos estudos de literatura e pela psicologia, como acontece em ‘A função transgressiva dos múltiplos sujeitos nos gêneros discursivos’, de João Marcos Cardoso de Sousa e Ida Lucia Machado; ‘A personagem dostoievskiana e a relação autor/herói em Grande Sertão: Veredas’, de Sandra Mara Moraes Lima; ‘Análise da polifonia e estudos do Self em Dostoiévski’, de Robson Santos de Oliveira; ‘Dialogia, polifonia e carnavalização em Dostoiévski’, de Sérgio Schaefer.

Considerando a importância das traduções para a construção e divulgação do conhecimento, este número inaugura essa vertente, trazendo a versão para o português de dois textos essenciais para a discussão da obra de Bakhtin e dos demais membros do Círculo: ‘Voz, sentido e diálogo em Bakhtin’, de Tatiana Bubnova / Trad. Roberto Leiser Baronas, Fernanda Tonelli, e ‘O diálogo na linguística soviética dos anos 1920-1930’, de Irina Ivanova / Trad. Dóris Arruda C. da Cunha e Heber de O. Costa e Silva. Sem dúvida, esses textos disponíveis em espanhol e em francês, estarão agora, com a autorização dos autores, ao alcance dos estudiosos brasileiros, acrescidos de algumas notas que ajudam a entender sua origem e importância para o conjunto do pensamento bakhtiniano.

Na parte dedicada às resenhas, foram publicados três textos. Um deles, centrado no diálogo língua e literatura, com fundamentação da teoria dialógica do discurso – Literatura e outras linguagens, de Beth Brait, comentado por Adilson Citelli. Outro, um estudo inédito sobre Roger Bastide, de Glória Carneiro do Amaral, Navette literária França-Brasil – A crítica de Roger Bastide, comentado por Maria Luiza Atik. Um terceiro, que resenha não um livro, mas a XIV Bakhtin Conference: Bakhtin: Through the Test of Great Time, realizada de 04 a 08 de junho de 2011, na Universidade de Bolonha / Centro Universitário de Bertinoro (Forli-Cesena). Esse evento, sem dúvida o mais importante para o conhecimento do que se está fazendo no mundo em relação às obras de Bakhtin e do Círculo, está detalhado por Miriam Bauab Puzzo, bakhtiniana que lá esteve, apresentando trabalho e registrando as pesquisas internacionais da área.

Como se observa, participam deste número 25 autores, entre articulistas, resenhistas e tradutores, pertencentes a 16 IES, sendo 2 estrangeiras. Mais uma vez, Bakhtiniana cumpre seu objetivo: ‘promover e divulgar pesquisas produzidas no campo dos estudos do discurso, reunidas semestralmente, escritas por docentes e discentes de pós-graduação, do Brasil e do exterior’”.

Após o editorial das Professoras Beth Brait e Maria Helena Cruz Pistori, apresento a vocês os links dos artigos da edição nº 6 da Bakhtiniana seguidos por seus respectivos resumos e os links para as traduções e resenhas.


ARTIGOS

I. 0,5 mm: a nova edição brasileira de Problemas da poética de Dostoiévski
Adriana Pucci Penteado de Faria e Silva
– Professora da Universidade Federal da Bahia - UFBA, Salvador, Bahia, Brasil; appucci@uol.com.br

Link: http://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana/article/view/6422/5525

“Neste artigo, retomo brevemente a história da recepção de Problemas da poética de Dostoiévski, de Mikhail Bakhtin, no Brasil, estabelecendo alguns paralelos com aspectos da recepção da obra na Itália, na França e nos Estados Unidos, para, então, descrever os acréscimos da nova edição brasileira e analisar, considerando a relevância da obra para os estudos da linguagem, algumas modificações efetuadas pelo tradutor Paulo Bezerra na quarta edição da obra, lançada em 2008”.

II. O encontro privilegiado entre Bakhtin e Dostoiévski num subsolo
Beth Brait
– Professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP, São Paulo, São Paulo, Brasil; pesquisadora do CNPq; bbrait@uol.com.br

Irene Machado – Professora da Universidade de São Paulo - USP, São Paulo, São Paulo, Brasil; pesquisadora do CNPq; irenemac@uol.com.br

Link: http://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana/article/view/6999/5527

“O objetivo deste trabalho é discutir a importância da novela Memórias do Subsolo, de Fiódor Dostoiévski, no conjunto da obra Problemas da poética de Dostoiévski, de M. M. Bakhtin. Espera-se, com isso, compreender os procedimentos artísticos aí destacados e as conseqüências para a concepção polifônica, do gênero romance polifônico e de outros importantes conceitos cujas ressonâncias extrapolam os estudos do discurso artístico, alcançando a receptividade em reflexões sobre a linguagem em geral. Esse é o caso do discurso com evasivas, com o qual o homem do subsolo interage, ao mesmo tempo em que luta contra todos os discursos que possam dizer sobre si a última palavra”.

III. Bernardo Santareno e as possíveis reverberações das palavras de Ivan Karamázov
Fernanda Verdasca Botton
– Professora da Universidade do Grande ABC – UniABC, Santo André, SP, Brasil; ferrverdasca@gmail.com
Link: http://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana/article/view/5884/5533

“Na peça teatral O inferno, escrita por Bernardo Santareno, o serial killer Orfeu Wilson, à beira da cova de suas vítimas, declama frases de Ivan Karamázov, conhecidas por meio do texto de Dostoiévski e pelo ensaio O homem revoltado, de Camus. O presente artigo tem como objetivo analisar os elementos constitutivos dessa relação entre os enunciados de Orfeu e os de Ivan”.

IV. Prolegômenos dostoievskianos para uma reaproximação entre a polifonia de Mikhail Bakhtin e a dialética
Flávio Ricardo Vassoler
– Mestre pela Universidade de São Paulo – USP, São Paulo, São Paulo, Brasil; within_emdevir@yahoo.com.br

Bakhtin analisou a poética de Dostoiévski não por meio de uma síntese parcial em função do discurso do escritor ou de uma de suas personagens, mas através do diálogo que deixaria de ser contingente para assumir um papel estrutural. Bakhtin, porém, não pôde demonstrar como a obra de Dostoiévski constituiria uma totalidade polifônica integral. Com o aporte da teoria crítica, procuraremos reaproximar a polifonia bakhtiniana da noção contraditória de totalidade por meio do método dialético.

Link: http://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana/article/view/5551/5529

V. O discurso da memória: um ensaio bakhtiniano a partir de Infância e São Bernardo de Graciliano Ramos
Gilberto de Castro
– Professor da Universidade Federal do Paraná - UFPR, Curitiba, Paraná, Brasil; castrog@ufpr.br

Link: http://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana/article/view/6357/5537

“Em Problemas da poética de Dostoiévski, Bakhtin, para afirmar as característica da estética polifônica, infirma essa possibilidade em vários outros gêneros do romance. Na análise que segue, aproveitamos a reflexão do autor russo para pensar, no contraponto com o romance polifônico, as características do discurso romanesco da autobiografia presentes em Infância e São Bernardo de Graciliano Ramos”.

VI. Jogadores de roleta e amores
Glória Carneiro do Amaral
– Professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie – UPM, São Paulo, São Paulo, Brasil; glomar@uol.com.br

Link: http://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana/article/view/6782/5538

“Este estudo discute duas diferentes avaliações da novela Um Jogador: uma, que a surpreende no contexto da obra dostoievskiana, em que é considerada um trabalho menor; outra, no ‘mosaico de citações’ da literatura francesa que nela se encontra”.

VII. A função transgressiva dos múltiplos sujeitos nos gêneros discursivos
João Marcos Cardoso de Sousa
– Professor do Centro Universitário de Formiga – UNIFOR/MG, Formiga, Minas Gerais, Brasil; jcardososousa@gmail.com

Ida Lucia Machado – Professora da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil; idalumac@yahoo.com.br

Link: http://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana/article/view/5608/5520

“Este artigo propõe uma reflexão sobre o sujeito e sua funcionalidade no gênero. Busca refletir acerca do efeito polifônico na multiplicidade enunciativa que aponta para uma transgressão de gêneros. Para fundamentar nosso argumento, tomamos as ideias sobre gênero, polifonia e sujeito vindas dos teóricos M. Bakhtin (1988), J. Authier-Revuz (2001) e J. Lacan (1998) e apontamos que é o efeito da transgressão pela polifonia que permite a coabitação de diversos sujeitos linguageiros nos discursos”.

VIII. Dostoiévski e Bakhtin: a filosofia da composição e a composição da filosofia
João Vianney Cavalcanti Nuto
– Professor da Universidade de Brasília – UnB, Brasília, Distrito Federal, Brasil; jotavianney@gmail.com

Link: http://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana/article/view/6434/5535

“Este trabalho procura demonstrar as afinidades existentes entre a obra de Dostoiévski e a filosofia de Mikhail Bakhtin. Por meio de uma análise comparativa, conclui-se que a polifonia, característica fundamental do romance de Dostoiévski segundo Bakhtin, realiza-se como uma síntese artística de conceitos filosóficos como singularidade, responsabilidade, inacabamento e dialogismo”.

IX. Polifonia e “realismo no sentido superior”: o epílogo de Crime e Castigo
Priscila Nascimento Marques
– Mestre pela Universidade de São Paulo - USP, São Paulo, São Paulo, Brasil; prinmarques@usp.com.br

Link: http://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana/article/view/5512/5528

“O presente artigo tem por objetivo apresentar uma análise do epílogo de Crime e Castigo que leve em conta a elaboração bakhtiniana acerca do romance dostoievskiano, bem como outras vertentes críticas, mais ou menos congruentes com essa elaboração. Considerando o conceito de romance polifônico e as ressalvas de Bakhtin sobre sua aplicabilidade aos desfechos dos romances de Dostoiévski, buscaremos verificar a força desse conceito nesse epílogo em particular, por meio de um diálogo com diferentes posições críticas”.

X. Análise da polifonia e estudos do Self em Dostoiévski
Robson Santos de Oliveira
– Professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Caruaru – FAFICA, Caruaru, Pernambuco, Brasil; robssantoss@yahoo.com.br

Link: http://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana/article/view/5577/5532

“Este estudo propõe apresentar discussões do Self (autoconsciência) da personagem na obra Crime e Castigo de Dostoiévski, a partir da noção de polifonia proposta por Bakhtin. Uma análise de polifonia e seus aspectos em torno dos personagens dostoievskianos é realizada, verificando-se a questão da equipolência das vozes dos personagens, a sua simultaneidade e interação, bem como a noção de autoconsciência como elementos que compõem o espectro da polifonia de Bakhtin. Tais concepções podem ser ampliadas para a compreensão do Self na relação eu-outro”.

XI. A personagem dostoievskiana e a relação autor/herói em Grande Sertão: Veredas
Sandra Mara Moraes Lima
– Doutoranda pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP, São Paulo, São Paulo, Brasil; CNPq; sandralima605@gmail.com

Link: http://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana/article/view/5972/5521

“O trabalho tece considerações sobre o enfoque da personagem pelo autor no romance de Dostoiévski a partir da obra Problemas da poética de Dostoiévski de Bakhtin, estabelecendo uma analogia entre a relação autor/herói na obra de Dostoiévski e a relação autor/herói no romance Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. Segundo Bakhtin, Dostoiévski inaugura o romance polifônico, dialógico, apresentando um herói cuja voz está equiparada à voz do autor. É nesse mesmo contexto que se analisa, no romance rosiano, o narrador Riobaldo”.

XII. Dialogismo, polifonia e carnavalização em Dostoiévski
Sérgio Schaefer
– Professor da Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC, Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil; sergioschaefer@viavale.com.br

Link: http://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana/article/view/6019/5534

“Dostoiévski é o criador, na literatura, de três novas formas artísticas: o dialogismo, a polifonia e a carnavalização. Dostoiévski é o artista. Bakhtin vê com clareza como esse escritor conseguiu conservar em sua criação as tendências históricas da antiga sátira menipeia e, ao mesmo tempo, renová-las. Bakhtin é o crítico. O presente artigo procura mostrar a criação de Dostoiévski através da crítica de Bakhtin”.

XIII. Entre Napoleón y Jesucristo: las peripecias del ‘alma rusa’ en la obra de Dostoievski
Tatiana Bubnova
– Professora da Universidad Nacional Autónoma de México – UNAM, México/DF, México; bubnova@servidor.unam.mx; bubnova@unam.mx

Link: http://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana/article/view/7152/5524

“Dos componentes del ‘alma rusa’ que se destacan en la obra de Dostoievski – el napoleonismo y la cristología – resultan de la interacción de la cultura rusa con la historia y la civilización occidental. Paradójicamente, la evolución de las dos líneas en las novelas del gran escritor ruso conduce a una determinada, en algunos aspectos, de los dos tipos, en particular, en El Idiota. La revisión del manoseado tópico del ‘alma rusa’ a la luz de las recientes investigaciones de los especialistas rusos pone de manifiesto nuevas intertextualidades y abre la obra a un diálogo renovado acerca de la identidad. El trabajo se inspira en la antropología filosófica y la filosofía del lenguaje de M. M. Bajtín”.


TRADUÇÕES

I. O diálogo na linguística soviética dos anos 1920-1930
Irina Ivanova
– Professora da Universidade de Lausanne – UNIL, Lausanne, Vaud, Suiça; Irina.Ivanova@unil.ch. O artigo Le dialogue dans la linguistique soviétique des années 1920-1930 foi publicado originalmente nos Cahiers de l'Institut de Linguistique et des Sciences du Langage, n° 14, 2003, p. 157-182.

Link: http://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana/article/view/6089/5526

Tradutores:

Dóris Arruda C. da Cunha – Professora da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, Recife, Pernambuco, Brasil, Pesquisadora do CNPq e Pós-doutora pela PUC-SP; dorisarruda@terra.com.br

Heber de O. Costa e Silva – Mestre pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, Recife, Pernambuco, Brasil; hocs_x@terra.com.br

II. Voz, sentido e diálogo em Bakhtin
Tatiana Bubnova
– Professora da Universidad Nacional Autónoma de México – UNAM, Ciudad de México, DF, México; bubnova@unam.mxx. O artigo Voz, sentido y diálogo en Bajtín foi publicado originalmente na Revista Acta Poética 27 nº 1, em 2006, p. 97-114.

Link: http://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana/article/view/7286/5539

Tradutores:

Roberto Leiser Baronas – Professor da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar, São Carlos, São Paulo, Brasil; baronas@uol.com.br

Fernanda Tonelli – Mestranda pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCar, São Carlos, São Paulo, Brasil; fertonelli@gmail.com


RESENHAS

I. AMARAL, Glória Carneiro do. Navette Literária França-Brasil – A crítica de Roger Bastide. São Paulo: EDUSP, 2010, Tomo I, 259 p.; Tomo II, 1084 p.

Maria Luiza Guarnieri Atik – Professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie – UPM, São Paulo, São Paulo, Brasil; vatik@uol.com.br

Link: http://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana/article/view/6089/5526

II. BRAIT, Beth. Literatura e outras linguagens. São Paulo: Contexto, 2010, 240 p.

Adilson Citelli – Professor da Universidade de São Paulo - USP, São Paulo, São Paulo, Brasil; citelli@uol.com.br

Link: http://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana/article/view/4888/5523

III. XIV BAKHTIN CONFERENCE: Bakhtin: Through the Test of Great Time, 04 a 08 de julho de 2011, Universidade de Bolonha, Centro Universitário de Bertinoro (Forli-Cesena), Itália.

Miriam Bauab Puzzo – Professora da Universidade de Taubaté – UNITAU, Taubaté, São Paulo, Brasil; puzzo@uol.com.br

Link: http://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana/article/view/6348/5531

7 comentários:

  1. Obrigada, Flávio.
    Lílian Lopondo.

    ResponderExcluir
  2. Ae, Flavião! Parabéns pelo artigo. Vou lê-lo com bastante atenção.

    Abração!

    ResponderExcluir
  3. Parabéns, Flávio! Bom percurso para a obra.... inda mais com a presença de Beth e Irene

    ResponderExcluir
  4. Flávio,

    boa tarde.
    Obrigada pelas dicas.

    Atenciosamente,
    Esmeralda

    ResponderExcluir
  5. Flávio,

    Não sou ninguém ainda no mundo acadêmico, mas considero seu artigo Prolegômenos dostoievskianos... uma beleza! Eu acabei de ler O idiota e vivenciar a polifonia louca nesse romance que parece mesmo o labirinto do qual você fala. Fui tragada pelo livro e, enquanto lia, pensava: "Em qual personagem crer? Essa personagem pensa isso mesmo ou vai se desdizer em seguida?" E acontecia sempre de ela desconstruir o discurso e todo o aparato que havia acabado de elaborar. As próprias personagens não sabiam o quanto acreditavam em si mesmas, se é que acreditavam (v. Aglaia Ivánovna, minha dileta). As outras obras que você cita também trago frescas na memória, mas em nenhuma delas senti tal labirinto como n'O idiota.

    Outro aspecto que julguei interessantíssimo no seu artigo foi o paralelo que você traçou, logo no início, entre Machado de Assis e Dostoiévski. Polifonia em Machado de Assis? Creio que concordo. Entendi certo ou viajei?

    Agora, com licença, vou ao seu blog! =)

    Beijo!

    Loreta Cesar Russo

    ResponderExcluir
  6. Oi, Loreta! Tudo bom?

    Então, você já leu "Memórias do Subsolo"? Um dos aspectos que vou querer abordar no doutorado dirá respeito a como o modelo de tensão dialética da personagem central se irradia das "Memórias..." para as demais obras de Dostoiévski. O homem do subsolo torna-se como que um arquétipo para esses embates contraditórios tanto entre as personagens como no próprio âmbito interno às suas reflexões. (Âmbito interno que, como bem demonstrou Bakhtin, sempre sofre as invectivas do olhar alheio.)

    A questão polifônica no Machado não é bem o ponto do que desenvolvo. Tento fazer uma analogia com a condição estrutural da poética dostoievskiana discutida pelo Roberto Schwarz em seu livro "Um mestre na periferia do capitalismo". A meu ver, há uma poética subjacente que tem vida própria junto com e a despeito da deliberação mais volitiva da personagem. Assim, é fato que o homem do subsolo diz e se desdiz a todo momento; o que pretendo demonstrar, por outro lado, é que essas idas e vindas não são apenas engodos que partem única e exclusivamente do homem do subsolo. A personagem, fundamentalmente, é manietada por uma estrutura que acaba possuindo vida própria, que drena a energia daquele que possibilitam a existência desse Frankenstein que, a meu ver, possui uma forte analogia com o desenvolvimento do capital que Marx analisou em seu livro célebre. É isso que, também a meu ver, trará Dostoiévski para a contemporaneidade. Algumas das vozes das personagens já se tornaram anacrônicas - sobretudo aquelas que pretendem dar sobrevida a Deus. No entanto, esse embate contraditório das personagens que são, em último plano, dominadas por uma estrutura maior que condiciona seus movimentos me parece bastante atual.

    Poxa, e que coincidência, não? Quer dizer que a sua orientadora é editora da Bakhtiniana? :-)

    Muito obrigado pelos comentários, Loreta, aqui e lá na "Fotobiografia...". Quando quiser perguntar sobre a Rússia, estarei às ordens. Ah, acho que já te disse isso, mas não custa reiterar: a partir de abril, começarei a colocar as fotos da Rússia no Subsolo das Memórias. Vai fazer 4 anos da minha ida! Caramba, passou muito rápido!

    Um beijo,

    Flávio Ricardo

    ResponderExcluir
  7. Epojaho konovad ituyicahu jiduwuxofa iwi er Tips How To Last Longer In Bed ic ibuce ibukoz cihafod nox. Misoqibev oxuvug uyubor i oxuq iqom icohebuzek afayatasub ayed en upe, elikuraz oheso.
    Iqez taja, budihetale for bezenedaca: Tips How To Last Longer In Bed

    ResponderExcluir