Antes de içar a lâmina, o algoz suplica ao condenado: "Você me perdoa?"

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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Sobre Memórias do Subsolo

Meus amigos,

Segue abaixo uma análise do crítico literário norte-americano Joseph Frank a respeito de Memórias do Subsolo (in Dostoiévski: Os Efeitos da Libertação, 1860-1865, Tradução de Geraldo Gerson de Souza, Edusp, São Paulo, 2002, pp. 427-474).

Joseph Frank é autor de uma importante série de livros a respeito da vida e da obra de Fiódor Dostoiévski. Toda a série foi publicada pela Edusp.

Aguardo a presença de todos, então, para o início do curso sobre Memórias do Subsolo - hoje, às 19h30, na Casa das Rosas.

Um abraço,

Flávio Ricardo

P.S.: Para maximizar as imagens escaneadas, basta clicar sobre elas.
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4 comentários:

  1. Professor:
    Obrigada. A sua paixão por Dostoiéski, a sua excelente aula e a seriedade em nos orientar motivam a encarar as pesadas leituras.
    Lindo domingo, apesar de.
    Abraço da Sonia

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  2. Daniel Franção Stanchidomingo, 03 outubro, 2010

    Olá, Flavio, aqui é o Daniel!
    Obrigado pelo envio do material! e gostaria de agradecer a ótimo oportunidade de pode escutar vc falar ontem e o mais legal é que vc fala a partir de sua experiencia, por ter estado na Rússia, mais ''perto'' do Dostoiévski ou pelo menos do ambiente russo.
    Eu estudo Psicologia e me formo agora, fim do ano.Estou sonhando com meu mestrado, que será sobre Dsotoiévski. Quero estudar algumas das contribuições dele para pensar a questao da preocupação dos autores russos - isso já no século XIX - com o futuro da humanidade e com o restabelecimento do ethos humano, ethos compreendido aqui como as condições necessárias para o acontecer humano no mundo. Em meio aquela forte discussão entre os da inteligentsia e os eslavofilos, Dostoiévki, e também outros, como Vladimir Soloviov, Pavel Florensky, Nikolai Leskov, começam a se dar conta que permanecer de um do outro lado só contribuía para a criação de ideologias, por isso esses autores começam a se preocupar com as questões ontológicas do ser humano. É tudo muito interessante... adoro literatura, e aprendo demais com o Fiodor, inclusive para minha profissão, como terapeuta.

    Abraço,
    Daniel Franção Stanchi

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  3. Falei de você para muita gente.Obrigada Riva Sister

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  4. Impossível ficar sem questionamentos e angústias no contato com o Homem do Subsolo...

    Bom, vamos lá....

    Depois de alguns anos estudando psicologia e psicanálise, no início na leitura a análise psicológica desejou me acompanhar, mas não conseguiu se sustentar. Houve momentos em que achei que ele fosse um histérico, sedutor, inteligente, mas que após conquistar o meu interesse pelo seu discurso e me fazer aproximar, destrói , liquida e afasta... Não sustenta sua aparente afirmativa... Mas, não sei muito bem pq, essa visão a respeito do Homem do subsolo não me convenceu...

    Pensando no que o Fábio falou na aula de ontem, me parece que ele dá vida àquilo que nós tendemos a repelir em nosso dia-a-dia... em nossa vida civilizada... é tão vivo que fica difícil negar, mas também muito difícil de sustentar...

    Mas depois de tanta angústia e inquietação para tentar entender esse homem, decidi apenas estar com ele, sem tentar categorizá-lo... Afinal acho que categorizá-lo era uma forma de não entrar em contato com o NÓS... e mais uma vez, como um ser humano civilizado, me esquivar...

    Ainda restam muitas borbulhas... mas preciso vivê-las um pouco mais...

    Saudações

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