Antes de içar a lâmina, o algoz suplica ao condenado: "Você me perdoa?"

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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Curso sobre Dostoiévski na Casa das Rosas


Meus amigos,

Gostaria de convidar a todos para o curso dostoievskiano que vou ministrar na Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura nos dias 01, 08, 15, 22 e 29 de outubro e 12, 19 e 26 de novembro (sextas-feiras), das 19h30 às 21h30.




Subsolo das Memórias: uma análise subterrânea de
Memórias do Subsolo, de Fiódor Dostoiévski


As inscrições já podem ser feitas na própria Casa das Rosas (Av. Paulista, 37 – Bela Vista, próxima ao Metrô Brigadeiro. Telefones: 3285-6986 e 3288-9447).

Mais abaixo, no subsolo deste post, encaminho-lhes a sinopse do curso.

Conto com a presença de todos!

Saudações dostoievskianas,

Flávio Ricardo Vassoler
http://www.subsolodasmemorias.blogspot.com/




Subsolo das Memórias: uma análise subterrânea de
Memórias do Subsolo, de Fiódor Dostoiévski



Por Flávio Ricardo Vassoler
Mestrando em Teoria Literária
pela Faculdade de Letras da USP



Em seu prefácio para Memórias do Subsolo, Boris Schnaiderman cita a epígrafe de George Steiner, autor de Tolstói ou Dostoiévski: “Memórias do Subsolo é provavelmente o mais dostoievskiano dos livros e uma verdadeira suma de toda a sua obra”. Para Boris Schnaiderman, “se Dostoiévski é considerado geralmente como o romancista-filósofo por excelência, Memórias do Subsolo é o escrito em que isto se manifesta de modo particularmente intenso”. Inúmeras e contraditórias têm sido as interpretações pelas galerias subterrâneas: a auto-revelação psicológica de uma personalidade patológica; um grito teológico de desespero diante dos males da natureza humana; uma declaração da suposta adesão de Dostoiévski à filosofia do ‘amoralismo’ e à vontade de poder de Nietzsche; uma afirmação contestadora da revolta da personalidade humana contra todas as tentativas de limitar suas inesgotáveis potencialidades. Segundo o crítico literário Joseph Frank, autor de uma importante série de livros a respeito da vida e obra do escritor russo, “podemos, plausivelmente, secundar todas essas leituras, e muitas mais, se ressaltarmos e colocarmos em primeiro plano determinados aspectos do texto e simplesmente negligenciarmos ou esquecermos outros”. Nesse sentido, nossa análise procurará escavar não apenas as idéias expressas pelo homem do subsolo, mas também a forma subterrânea pela qual o seu conteúdo vem à tona. Ao mesmo tempo em que, no plano da história, as idéias se entrechocam como pontos de vista conflitantes, no subsolo formal, o contraponto ideológico constitui um torvelinho contraditório que movimenta a (incon)seqüência narrativa.

Um comentário:

  1. Reinaldo Benjamin Ferreiraquinta-feira, 23 setembro, 2010

    Caro Flávio.

    Muito sucesso no seu curso dostoiévskiano, após o longo périplo pela América andina que lhe reservou, tenho certeza, um imenso
    cabedal de conhecimento acerca do viver de nossos vizinhos.
    Grande abraço,

    Reinaldo Benjamim Ferreira

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