Antes de içar a lâmina, o algoz suplica ao condenado: "Você me perdoa?"

I want you for U.S. Army

terça-feira, 6 de abril de 2010

Rumo a Machu Picchu

Meus amigos,

Foram 4 dias de escalada (ufa!).

A Objetiva foi serpenteando – e arfando – pelos Andes. O resultado da trilha fotográfica Rumo a Machu Picchu vocês conferem agora.




No vestiário, o aquecimento



Ollamtaytambo, km 82


Marco Zero


O Centauro estaciona


Tetos


Vamos?


Trilha loteada


Descarrilhado


Caminhar é preciso


Recursos propriamente alheios


No 4º dia, o santuário vira umbral...


Ponte do cai que ri


O ingre$$o


Será que o mapa retrata a dor nas pernas?


Eis a fonte sóbria da Tequila!

Bem-vindo ao deserto do real



Guardião hirto


Jontex


Olla


CDHU inca


Xamã natural


Cicatriz liquefeita


Terceiro ramo do rio


Aleida, a guia mais simpática rumo a Machu Picchu


Saudosa maloca, maloca querida, din-din-donde nóis passemu nossa vida


Tetos


Fardos coloridos


Tetos


Afago montanhoso


Com a panturrilha latejante




Pálido?


Jogo...


... dos sete erros


Guardião impávido


Os incas e o prenúncio da Sabesp - curvas de nível


Foggy



Você vê o condor?


Tu és Pedro, e sobre esta pedra os espanhóis soerguerão o meu Reino


Rugas, cicatrizes da vida


Pedrospectiva


Ladeando


Fronte pétrea


Ladeando


Erosionar é preciso


Você vê o condor?


Atrás das nuvens?


Luz enevoada


Tom sobre tom



Apagão aéreo



Roça inca


O mapa retrato os pulmões rarefeitos?


À correnteza


A foto tenta respirar


A neve e a névoa


Altivez esguia




Brancos matizes


Tetos



Altiplano


Fome verde


Quilometragem íngreme



Aqui tem a Chicha, o melhor fermentado de milho entre os incas!



Teleférico a 3500 Volts


Se você não vê o condor, a galinha você vê, né?



Afago nublado



Hostel retrátil


Guerreiros incas


Propriedade privada de propriedade


Justapostos



Dedo em riste


Tetos



Saudade do SUS



Rumo a Machu Picchu (só mais 3500 metros acima e a pé)


É lá?



Você vê o condor?


Beijo da névoa



Resquício de altivez esguia



De fato, o mapa retrata as costas vergadas...


Ursinho Pimpão


Tom vela tom


Mangue montanhoso?


Raízes aéreas?



O céu encopado



Rumo a Machu Picchu (só mais 2888 metros a pé e acima se abaixando)


Dorsos retorcidos


A nuvem não esconde o condor. Você o vê?



Paleta enevoada


Verdes matizes


Folhas defumadas


Choupana


Olhos azuis



A montanha, a mulher deitada - e intumescida



Cansado?


O pasto...


... e o repasto


Bungee jump


Base x Altura



Tava longe na foto mais acima, né? Pois é, ainda tá...


Altura x base


O tom não era mais verde?


Agora tá mais perto, né? Sim, sim: só mais 547 degraus, no más


O ar rarefeito e o sorriso amarelo



Alilás



:-)


Aflora


Nada de nuvem no front



Altiplano


323 degraus, no más... (Você ao menos vê o seio, né?)

Condor: canto superior direito




Ver o seio - tocá-lo? 122 degraus


Côncavo e convexo



Chegando... a 67 degraus



Convexo e côncavo



Perfil úmido



Eu subi, e quanto a eles?


Se perderam na névoa...


Altivez esguia


Ao fim deste veio à direita, eu prometo: o condor


Os degraus são bem pequenos, você vê?


Hostel retrátil - quartos individuais


Telecurso 2000
Aula 1: Fotografia


Noites Branco-Azuladas


Anihil


Palidez


Petrospectiva


A montanha ausente


Arcada pétrea



Retângulo enquadrado


Dedo em riste



Petrospectiva


Labirinto pétreo


Subi, não?



Lua e meia pétrea


O condor ali está


Basta subir o paredão, mais nada




Homenagem inca ao glorioso São Paulo Futebol Clube



Pé anti-pé



Perto do coração selvagem
(Para Regina Lúcia Pontieri)



Agora desçamos




Rubro pétreo




Escorregão pétreo




Esboço pétreo




Pois é, a trilha inca veio lá de baixo...



O Objetiva encerra a imensidão



Hímensidão


Pois é, lá de baixo veio a trilha inca


Justapostos


Verdes matizes


Verde-azulado



Parece montagem?



Sorria, Aleida!




km 82!





Começa a Trilha Inca


11 comentários:

  1. Marco Luiz Bortolazzosegunda-feira, 12 abril, 2010

    Flávio, lindas fotos-memórias desta maravilha ao rés do teto.

    Abraço...

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  2. Cara, demais as suas fotos! Estarei por aí em julho! Abraços

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  3. Saaaaaaanta tequila....jontex eh foda...rsrsrs....q lugar lokão hein putz....

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  4. Adorei as fotos. Saudades de quando essas imagens estavam mais vivas na retina. Blah!

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  5. Subi as montanhas pelo seu olhar!

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  6. Fala, Flávio!
    4 dias de caminhada? Como foi isso? Também penso em visitar Machu Picchu, mas não sei se toparia uma trilha dessas, não. Como foi que você fez essa trilha? Alguma agência já em alguma cidade próxima a Machu Picchu?
    De qualquer modo, as fotos retraçam os seus olhares mais próprios. Que "hímensidão", de fato. Fiquei pensando sobre as viagens e os textos, as viagens dos textos. Tenho o costume de ler para também buscar a mão de quem escreveu. Não quero transmitir a impressão de que associo tudo ao criador, mas também não posso deixar de buscar o matiz daquele que deu à luz a cria. Há histórias limítrofes, visões coloridas, imagens e cenas inusitadas. Há alguma busca pela persistência da narrativa quando já não se pode narrar? Algo como o viver para contar? Abraços!

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  7. Un saludo grande desde Colombia, meu amigo!
    Excelentes fotos y los lugares también.
    Carlos P.

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  8. Olá, Antônio!

    Sobre a trilha, bom, tive a boa sorte de seguir os passos da minha irmã, rapaz, que já havia feito o caminho inca há alguns anos. Há muitas agências que oferecem o serviço da trilha, cara. Me escreva aqui no email que posso te mandar as indicações: within_emdevir@yahoo.com.br. Você pode contratar a trilha em Cusco, mas, se fizer isso, deverá ter tempo de sobra para fazê-lo, porque, em geral, as datas são previamente acertadas. O melhor é você contratar uma agência de lá já desde o Brasil. Paga a metade aqui e a outra metade quando chegar a Cusco.

    Foram 4 dias extenuantes, Antônio, principalmente o segundo, em que galguei certamente a maior subida que já me quis prostrar. Só pra ter uma idéia, eu antes da trilha tinha feito um cálculo cartesiano: passei num mercadinho de Cusco e comprei belas barras de cereal para comer ao longo do dia - quando você fecha o pacote da trilha, eles te oferecem café-da-manhã, almoço e janta. Pois bem. Ao me aproximar do final da subida, no segundo dia - o final da subida é intumescido pela montanha em forma de seio -, já mal conseguia caminhar, velho. Cartesianamente, seriam 3 barras de cereal por dia. Pois eu mal conseguia abrir a bolsa para pegar as 11 barras de cereal que comi ao fim e ao cabo de mim na subida, hahahaha.

    Reitero as suas perguntas: "Há alguma busca pela persistência da narrativa quando já não se pode narrar? Algo como o viver para contar?"

    Uma amiga acaba de me enviar o seguinte fragmento de Jorge Luís Borges a respeito de Edgar Allan Poe:

    "Um escritor pensa que fala de muitos temas, mas o que realmente deixa é, se tiver sorte, uma imagem de si próprio. E no caso de Poe, vemos essa imagem, ou seja, temos uma visão bastante concreta de um homem muito infeliz".

    Não sei se consigo ver sob a couraça da minha pena, mas gosto de insights bem guiados como o seu. Será que a epígrafe de Minima Moralia (Adorno) pode instigar a uma resposta:

    "A vida não vive".

    Você pergunta: "Algo como o viver para contar?"

    Algo como o contar para viver.

    Grande abraço,

    Flávio Ricardo

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  9. Sempre fui sensível ao efeito da imensidão.
    O corpo parece se diluir em uma amplitude tão maior. Ao mesmo tempo, o corpo como que se distende para a magnitude. Sempre me sinto grande e pequena, estática e fluida. Me sinto enraizada frente à parede montanhosa, mas sinto que posso despencar se o corpo se propuser à fusão.

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  10. Muito bom! Não posso deixar de sorrir quando o Subsolo das Memórias relembra ao "rês do teto", como disse o Marco mais acima.

    Altitude das Memórias :-)

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  11. Flávio,
    acabo de ver a subida até perto do coração selvagem. Minhas impressões de caminhante ao seu lado, através das fotos. Primeiro: meus tempos já antigos de jovem mochileira, sonhando (ingenuamente) com a pátria latino-americana liberada (muita leitura de Astúrias, Roa Bastos, Carpentier y otros hermanos). De repente, Aleida me traz Aleida, mulher do Che (se a memória não estiver me enganando). Esse que a industria cultural transformou em chamariz prá vender qualquer tralha. Não faz mal: para mim ele teve outro sentido; eu vivo a contra-pelo.
    Na sequência, as sequências de fotos quase-pinturas. Sua relação com fotos não tem nada a ver com a minha. Prá mim, máquina é obstáculo. Prá você é trampolim. Cada um é um mundo. Quanto mais você subia em direção ao não-figurativo, eu (amante de Monet, principalmente o abstrato das ninféias), mais vibrava. Música é vibração. Na "luz enevoada" você chegou na culminância. Mas vibrei com "a neve e a névoa" e com "paleta enevoada". Em noites branco-azuladas não vi muito Dostoievski que ainda é muito figurativo. Prá mim há culminância também em anihil e palidez. Minha trajetória pessoal, a esta altura da vida, é rumo ao branco, ao final das Aventuras de A. Gordon Pym, a "Nenhum, Nenhuma", do Rosa; e à "Terceira margem do rio", do mesmo.
    Vou ver se encontro em casa, para lhe dar, um exemplar da revista de meu departamento onde há um belo ensaio fotográfico da Anita (que tem um sobrenome alemão tão difícil que nem vou arriscar a escrever) sobre "O ovo e a galinha", da Clarice. Acho que você vai gostar de conhecer essa sua irmã na arte da fotografia. Agradeço pela foto (tem um jogo de reflexos entre céu e água muito interessante) perto do coração selvagem. Abração,
    Regina

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