Antes de içar a lâmina, o algoz suplica ao condenado: "Você me perdoa?"

I want you for U.S. Army

domingo, 14 de março de 2010

Cusco Reloaded

Meus amigos,

Ao lado de Antony Vargas - serenetys@hotmail.com -, o guia mais esclarecido de Cusco, continuemos a espreitar as alamedas do antigo Império Inca.


Feche um dos olhos



Agora o outro



Quiçá ambos


Justapostos





Sorriso liquefeito



Guardião hirto



Ombros estreitos



Gargântula



A pedra de 12 ângulos



Los incas y los incapazes españoles



Quem assistiu ao filme DIÁRIO DE MOTOCICLETA
certamente se lembra de Nestor, o simpático guia que
conduz Ernesto Che Guevara e Alberto Granado Cusco a dentro



Viela caiada



Em cruz ilhado



Soslaio de joelho



Silêncio justaposto



Ladeando



Bora?



À espera...




Olhos vazios



Teleférico a 1500 Volts



O prenúncio...



... da indiferença



Por quem os sinos dobram?



Manjedoura



Toque mediato



Vista sob as pálpebras



Abraço encouraçado



Ernestito...



Guevara de la Serna



4 costados



Em cruz ilhado




Ar, busto



Se queres paz, prepara-te para a guerra



Lá como cá...



Serenata



Saia austera



Morro dos uivos ventantes



Segunda-feira ao sol



Justapostos



Cusco Fashion Week



Arco do Triunfo - Espanhol



Rezai, indiozinhos, rezai!



Ladeando



Por quem os sinos dobram?



Permitido Estacionar



Não só de pão vive o homem



Mercado Central de Cusco



Para ver e ser visto - e desejado



Os sinos dobram por Quem se cala




Confissão Delivery



Poderes atemporais



Where the rainbow ends



O prenúncio...



Venha provar, minha senhora, é uma delícia!



Décadence avec élégance



Falo



Aonde a vaca vai...



Where the rainbow ends



Tataraneta de Eva



Alceu Amâncio Galhardo e a Sabedoria



O peruano no divã



Peru Reloaded



Pálpebras



Pedicure



Teníase



Vejo para cima. Abaixo, ouço. Ecos sobre o meu corpo exíguo.



Pilastras dorsos vergados



Jogo...



... dos Sete Erros



Venha provar, minha senhora, é uma delícia!



CLT - Consolidação das Leis Trabalhistas



O prenúncio da canção



Balaio de gato



Xamã



ENFANTaria



Aprendizes de Cíclope



Olha o passarinho!



A pele também gosta de sorvete



Eles me dizem: "Você sabia que o céu também tem fechadura?"



O prenúncio da bomba fedida



Por ora, sorriso inodoro



Lembrança do Sendero Luminoso



Viatura a 21 km/h



Tinha uma pedra no meio do caminho...



Computadores? Sei, sei...



Soslaio



Pérsia



Irmã do Marquês de Sade



Homenagem de Cusco ao maior zagueiro que já
defendeu as cores do Sport Club Corinthians Paulista



Saudade da CPTM...



Saudade do SUS...



Homenagem de Cusco a Marcel Proust



Engarrafaminto



Décadence avec élégance



Gargântula - Subsolo das Memórias



O Cortiço, by Aluízio de Azevedo



Solri



Troca sem troco



Pórtico



18h01



Não só pão vive o homem



As pretendentes de Gulliver



A encarnação do desejo



Minha nuca se ajoelha




Chiste inaudito




Ladeando




Rosto calado




Guardião impassível




Olé!




Minha nuca se ajoelha




Golden Atahualpa, by Francisco Pizarro




4 costados
Cidadania: a gente vê por aqui




Ladeando
O reverso do sorriso
Heil!
Luz de olhos fechados
Segunda-feira ao sol
Pega-pega
Canteiro ao centro
Olhos azuis
O reverso do sorriso
Cidadania: a gente vê por aqui
O prenúncio do afago
Vixe Maria!
Hilton
Se meu fusca falasse...
Casa de Massagem
O céu e o mundano
Ladeando
Umbilical
Cornered
Amplenitude
Ladeando
Glande luminosa
Sacada bunker
Só quem pode estacionar...
... é o Papai Noel
Presépio Inca
Código Morse
Fronte alva

É proibido proibir
OU
A vida é um circo, e todos somos os palhaços
O segredos dos seus olhos?
Não! Seus olhos, em segredo...
O reverso do sorriso
Justapostos
A cruz e a sombra
Justapostos
Pai, por que me abandonaste à vista?
Golden...
... Atahualpa...
... by Francisco Pizarro
Soslaio mirim
Antony Vargas e este humble narrator
Bom dia, senhora!
Bem-vindo ao deserto do real
Antony, nem todo mundo tem o pulmão talhado a 3000 metros...
Bem-vindo ao deserto do real
Pau-a-pique
Saudosa maloca, maloca querida, din-din-donde nóis passemu nossa vida
Amplenitude
Aonde a vaca vai...
Amplenitude
A porca torce o rabo
Passos retesados
Rês-do-chão
Pastor
CLT: Consolidação das Leis Trabalhistas
O repouso...
... sobre o feno
Causa e inconseqüência
Paramount Pictures
Direito Penal do Inimigo
Como se LLAMA?
Grafiteiros incas
Teleférico a 1500 Volts
A reboque da Lei
Enquanto isso...
... na quadra da Gaviões da Fiel
Venha provar, minha senhora, é uma delícia, é o puro creme do milho verde!
Em Cusco, mamões de Itu
Laurita, minha querida, te conto agora uma história...
Aprumo a voz para tanto
"Me estremeció una noticia que leí esta mañana en el diario;
la recorté y la guardé en uno de los cajones de mi archivo,
entre esos tantos retazos que en estos años me han ayudado a vivir".
"Una mujer, en un crudo invierno, apenas con una remera y un pantalón, se escapó del Hospital Psiquiátrico con el deseo de ir a buscar a su compañero. Aprovechando la distracción del maquinista, robó una locomotora y, haciéndola funcionar sin dificultad, comenzó su odisea. Él había trabajado en el ferrocarril y le había enseñado a conducir trenes y 'muchas cosas más'".
'Si ustedes supieran lo que es el amor, me dejarían seguir',
le decía al oficial que la detuvo y, mientras la llevaba a la comisaría,
con llantos desesperados, gritaba: '¿Vos nunca hiciste nada por amor?'
"!Cuánto más humanos son estos gestos que los de tantos individuos que corren por la ciudad enceguecidos con sus proyectos! "He querido rescatar esta historia de entre mis papeles,
ya que de alguna manera, cuando el razonamiento nos conduce al borde de la psicosis colectiva, estos actos son lo más parecido a una salvación". Para Laura Oviedo, meu amor fronteiriço.
A maquinista.
Nestor e os DIÁRIOS DE MOTOCICLETA


De passagem pela Plaza de Armas

Chaves!

Tangamandápio

Ao Vale Sagrado


Aonde a vaca vai...

Pastor

A caminho

Always Coca

Plaza de Armas depostas

Feliz Ano Novo, Laurita

18 comentários:

  1. Oi, Flá!

    Não é a Cusco capital do Império Inca que você nos apresenta, não. É a tua Cusco.

    Sabe o que me vem à cabeça agora?

    Desde pequenos, a gente ouve uma pergunta que vai se tornando cada vez mais pressionante:

    O que você vai ser quando crescer?

    E a gente vai percebendo que não vamos ser, não - ainda que não possamos deixar de crescer...

    Em algum lugar que me mostrou :-), você escreveu:

    "O que você vai crescer quando for?"

    E eu acho que essa pergunta reverbera muito em você até hoje, até hoje, até amanhã:

    O que você vai ser quando crescer?

    Você mesmo.

    É por isso que eu sinto que tudo que passa pelos olhos - vistos e escritos - se assemelha a um espólio, a uma herança. Uma tentativa de continuar dizendo EU, mesmo em meio à diluição contínua de si mesmo.

    Um beijo enorme,



    P.S.: Ciuminho da Laurita... :-(

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  2. Jú,

    Os olhos que viram tão inundados pelo amor das suas palavras - nem parece que a lágrima tem sal.

    Agridoce.

    Dois beijos enormes,

    Flá

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  3. Carolina Marques Sásegunda-feira, 22 março, 2010

    O milho dá quase pra comer. Milho verde e amarelado, roxo (!), o porco e o linguado, na quadra da Gaviões da Fiel :-), Cusco e suas ruas labirínticas, o clique e a memória. A memória num clique.
    A Laura aparece singela. Primeiramente singela. Há algumas semanas, você nos enviou o Descarrilhado. Pois eu fiquei curiosa pra saber quem era a Laura Oviedo, "meu amor fronteiriço". Fronteiriço? Que eu saiba, Cusco não está na fronteira. Há mais por vir? Laura aparece singela. Primeiramente singela. A cabecinha reclinada, o pescoço à mostra, o cabelo suave e preso, o colarzinho. Está num quarto. Quem capturou a foto estava ali com ela. O quarto de vocês, quiçá. Ela olha pra baixo - procura algo? Talvez. Na segunda foto em que ela vem à tona, você já está ali, ao lado. E foi a retenção do instante, do instável. O que é que você tava dizendo pela palavra que foi silenciada? Mesmo a Laura foi pega de surpresa. Mesmo a surpresa foi pega por Laura. Depois não. A próxima foto é decidida, vocês posam, sensuais. Fica o rosto de Laura cavilado, demarcado, maças de Eva bem delineadas. O braço dela sai pra foto, a alça demarca o peito, o abraço, o carinho. Depois a metalinguagem, o carinho sobre o carinho, e por fim o abraço, agora é você quem a captura.
    Por fim?
    Assim pensei, mas fui prosseguindo. O último vídeo me mostra a despedida. O Ano Novo. Um beijo, os fogos - o calor que se quer é outro. Que texto lindo do Sabato! E aqui vem todo o tesão da arte, da literatura: o belo tomou corpo, a amada deixou de ser platônica e etérea, ela tá ali, tá ali, estava... Laura, láurea. Amor fluido, memória.

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  4. Na seqüência

    O segredo dos seus olhos?

    Não! Seus olhos, em segredo...

    Dá quase pra ouvir a voz daqueles olhos verdadeiramente MELífluos.

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  5. Flávio,
    A foto da bicicleta caída, do caminho, da falta de movimento que quer se levantar, ora, me fez sentir a "segunda-feira ao sol". Hoje, segunda, diante dessa tela, no claustro da minha mesa, "bom-dia-retrátil-ao-lado", um sorrisinho despontou.
    Beijos

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  6. Oi Flavio, cumprindo minha promessa de tentar ser mais "conectada"...!
    Valeu a pena!
    O que eram aquelas crianças?
    E aquela princesinha com os lacinhos vermelhos!
    Adorei as cores: pastéis e encarnados, fluorecentes, vibrantes... Uma bela experiência!

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  7. Flávio.

    Dizer que essas fotos, e seus subtítulos, constituem poema de rara inspiração, é muito pouco. Viva!!!
    Abraço,

    Reinaldo

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  8. Onde você se machucou, menino?

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  9. Olá, Maria!

    Bom, estávamos Antony Vargas e eu a caminho do Vale Sagrado - de bicicleta. Eis que este humble narrator decide por filmar a movimentação - de bicicleta. Eis que a bicicleta tomba uma primeira vez - nada. Um soldado deve lutar. Eis que a bicicleta tomba uma vez segunda - o nada. Quase arrebento o ombro esquerdo na queda - nada que um pressuposto deslocamento de clavícula não leve ao limite.

    Mas não foi preciso usar o (inexistente) SUS peruano.

    Um abraço,

    Flávio Ricardo

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  10. Sabe quando só o que chega consegue dar algum sentido ao que se foi? (Talvez o sentido de que se foi, mesmo).
    Digo isso porque comecei a revisar esse blog. Sabemos qual o primeiro escrito, mas já não sabemos para onde a palavra se encaminha. E tive uma sensação. Uma sensação centrífuga, na verdade. Fuga? Não sei. Parece haver algum tipo de agonia no que é descentrado. Alguns textos cortam a própria carne muito rente. Muitas vezes, a metalinguagem se transforma em alvolinguagem, o tiro contra o próprio pé já duvida do próprio caminhar. Tatear. Quando é que as costas terão descanso?

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  11. Fala, Alemão! Mascando folha de coca, bicho? Agüentou a amargura? Mas deu brisa, não deu?! :-)

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  12. Carlos,

    Comentários como o seu são bastante instigantes. Eles procuram ver o homem sobre a obra, a pena sob a palavra. Mas e quanto ao fato de o poeta ser um grande fingedor? Mas será possível fingir para si mesmo? E se o "si mesmo" já não tiver centro? E se o centro prescindir do "si mesmo"?

    Fuga?

    Certamente.

    Fuga para o "si mesmo" que se constitui pela projeção - da fuga.

    Um provérbio russo já dizia - e diz:

    "O melhor lugar é onde não estamos".

    Parar, estancar. Mas o Subsolo das Memórias sabe que

    A CICATRIZ PUNCIONA.

    Alê, meu velho,

    A folha de coca é amarga, sim, mas não é aquele fel que a galera propaga, não. Felizmente, velho, eu não tive tantos problemas com a altitude. Teve gente que vomitou/desmaiou/sufocou, mas comigo foi suave. Agora, bicho, foi só eu querer apostar uma corrida de bike com o Antony - 11 anos mais novo, bem entendido, e numa ladeira ar-rarefeito de Cusco, malandro, pra coisa ficar osso. O pulmão virou daquelas bexigas enrugadas em busca de um arzinho pra inflar, eu puxava e não vinha, Deus que me perdoe!

    Brisa na folha de coca? Bota a caçamba de um caminhão lotadinha, meu velho, e não dá nem brinquedo da purinha. Se bem que los hermanos chilenos não deixam os peruanos entrarem no país com las hojas, não.

    Grande abraço, pessoal!

    Flavião

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  13. Pedra de 12 ângulos? Ora, vou ficar talhando lascas na pedra, então, até alcançar múltiplos de 12.

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  14. Sr. Palpiteiro (ou melhor, Sr. Corneteiro),

    Muito arguto de sua parte, certamente. O Sr. fará, de forma muito profícua, é bem verdade, múltiplos de 12 - ou talvez de 48 - na pedra. Não se esqueça - e não poderá esquecer - de utilizar instrumentos perfurocortantes à época dos incas inexistentes.

    Por favor obrigado.

    Flávio Ricardo

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  15. Peraí, Flá: você encontrou o menino do Diários de Motocicleta? Hahaha, que bacana!

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  16. Oi, Carlinha!

    Muito bacana, sim. O guia de Ernesto Che Guevara e Alberto Granado era o Nestor. Um rapaz muito simpático.

    A questão é que nós combinamos que ele faria um belo desenho pra mim. O Nestor é bastante talentoso, Cá, estuda na Escola de Belas Artes de Cusco. Daí eu pedi pra ele desenhar o rosto do Che justamente entre os dois blocos de pedra: o dos incas e o dos incapazes espanhóis, hahaha. Isso antes de eu fazer a trilha inca. Daí, se bem me lembro, marcamos de ele me trazer o desenho lá no meu albergue, no dia 27 de dezembro.

    Depois da trilha, eu tava morto, mal conseguia caminhar propriamente, pé cheio de bolhas, doía o corpo todo. Mas eis que de repente, não mais do que de repente, irrompe Nestor lá na porta do hostel. Isso era bem cedo, coisa de 8 da madrugada - 9, quiçá.

    Bom, pensei, ao menos vou pegar o meu desenho - ainda que o dinheiro já estivesse mais do que contado, já que subtraído. Mas, ora, eis que nosso hermano Nestor, legítimo inca latino-americano, resolve me dar uma brasileirada: "não pude fazer o seu desenho, amigo, havia sempre muita gente, isso atrapalha a concentração, veja bem, mas eis que tenho aqui muitos outros trab..." Poxa, Nestor, não fez o desenho, rapaz? E ficamos nessa de vai-não vai, e ao fim o Nestor me chega e se achega querendo uma "propinita", é mole?

    Beijos, Carlinha,

    Flá

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  17. Magali Pestana Carrillosábado, 27 março, 2010

    hola Fla me gusta mucho tu mirada para tomar las fotografias.


    cuidate


    maga

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