Antes de içar a lâmina, o algoz suplica ao condenado: "Você me perdoa?"

I want you for U.S. Army

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Cusco - Parte I

Meus amigos,

Vamos à capital do Império Inca, Cusco.



Soslaio




Pensão alimentícia



A 3000 e lá vai pedra metros, subamos...



Meus amigos, apresento-lhes o meu amigo Antony Vargas,

o guia mais esclarecido de Cusco. Antony nos levará Cusco a dentro



Vielas me estreitam



Morro do Dendê



Amplenitude



Às montanhas! - a catedral, de costas, dá de ombros



Ladeando



Como se LLAMA?



Amplenitude



Você me vê? Onde está Wally?



Um espectro ronda Cusco, o espectro do Puma


Movimento Brasileiro de Alfabetização, MOBRAL



Em cruz ilhados



Tu és Pedro, e sobre esta pedra soerguerei o meu Reino -
os incas e o adicional por insalubridade



Mero detalhe: o rapaz de vermelho, enrubescido pelo clique da Objetiva,
rolou módicos 50 - ou 60? - metros em livre down hill



Não só de pão vive o homem: após a foto, o catecismo da cholita -
"Amigoooo, una propinita, amigoooo"



Reflorestamento sustentável, by Índias Ocidentais



Teleférico de 570 volts



Ladeando



A ponte do rio ausente - córrego inca



As pedras, rostos calados


O pasto e o repasto



Saqsaywaman - para os íntimos, sexy woman


Homenagem aos irmãos Márcio e Ivo La Puma, palestrinos ecologicamente corretos



Horizonte montanhoso, montanha horizontal



Nós ainda alcançaremos aquele Cristo...




As nuvens, espelho translúcido das montanhas



Por onde, Antony?



Por entre os ombros montanhosos



Ladeando



Governo de São Paulo: trabalhando por você



Se não fosse a miopia...



Milka e a Mimosa



Ao fundo, Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o cusquenho Pacaembu


Tom sobre tom


Diga X, Antony? Qué? Ah, diga 'equis'


Arquibancada descoberta



Quem vê o Puma desenhado pela névoa?



A 3000 e lá vai pedra metros, já subimos



Não restará nada além de pedra sobre pedra (Francisco Pizarro)



Dentes rochosos



Nós da Simplan Implantes nos preocupamos com a sua saúde



Sorriso calcáreo



Todos os caminhos levam a Roma, Cusco leva a todos os caminhos



Remendar é preciso



Sentinela hirto



Empire State Building



Escorar é preciso



Minha nuca se ajoelha. Vejo para cima. Abaixo, ouço. Ecos sobre meu corpo exíguo.



Sorriso colgate - diga SIM para a Simplan



Sorriso desfalcado - 1001



Costado do Estádio Cícero Pompeu de Toledo



Mr. Postman, é logo ali, ali, mesmo



Onde está Wally?



Ladeando



Miopia a reboque



Quem vê o Puma desenhado pela névoa?



Quem vê a névoa desenhada pelo Puma?



Maquete



"Datena, ali vemos um potencial sítio de ocupação irregular
por parte dos moradores da periferia de São Paulo"



Maquete?



Plaza de Armas



Que os são-paulinos não nos ouçam - Estádio do Cienciano de Cusco



Monte das Oliveiras



Publicidade, a gente vê por aqui



Onde está o Puma?


1



2


3



Ela não é muito alta pra você, não?



Cromatismo



Rosto sulcado



Eu, a cholita e o cíclope Antony Vargas



Como se LLAMA?



Beijo adunco




Cadeiras cativas




Os espanhóis desejam que...



Os incas assinam embaixo - lá no Subsolo das Memórias



Achou, Mr. Postman?



Segunda quadra à direita - ou seria à esquerda?



Chegamos! Onde está o cálice? Não só de pão vive o homem



Sexy woman - Pizarro não contradiz



O pasto e o repasto



Ladeando



Anil



O céu e a paleta cromática


O Guardião já volta



Já foi um quarto



Da esquerda para a direita, leve trabalho artesanal



'Equis', Antony!



Quadrados retangulares



Gargântula



"Señor, es tuya..."



"Por 90 soles no más!"



ENFANTARIA :-)



Vai ficar legal, pagode na Cohab no maior astral!



Cabelos ressequidos




Você me vê ali na ilhazinha?



E olha que tentamos endireitar a porteira...



Saudosa maloca, maloca querida, din-din-donde nóis passemu nossa vida



Amplenitude



Eriçado



Cusco e todos os caminhos



Antony Vargas faz massagem petrocardíaca no Coração do Condor



Anoitece



Anoiteço



As sapatilhas da princesa inca



Morro do Dendê Reloaded



Sabesp é saúde



Pensão Alimentícia Reloaded



Me apego a pegadas a esmo apagadas



Estacione somente uma corcova



O prenúncio do campanário



Tom sob tom



A minha favorita



Vielas me estreitam



O caiado e o calado



Olhos entreabertos



Sucursal inca da Companhia de Jesus



Plaza de Armas



Amarás o próximo como a ti mesmo - depois que a Catedral estiver pronta, queridos incas



Plaza de Armas



Tom sobre tom



A profundidade...



... das máscaras



Por séculos e séculos, amém!



Caixão vertical



Os índios têm alma? Negra questão


Abençoados sejam! - os cristãos



Soslaio



1956, 20º Congresso do Partido Comunista: Kruschev homenageia os laureados por Stálin



Nada de novo no front



Ocre


Ladeando


Onde uma ou mais estiverem, lá eu também estarei



Dedo em riste para o céu


Por quem os sinos dobram?



Bem-aventurados os pobres de espírito



Algo de novo no front



Olé!



Olhos entreabertos



Quem vê o condor com a língua de fora?


O Puma não poderia estar mais nítido, hein?


Incas, por favor, acatedral. Obrigado



Dé real pra vernizá



Apupos no púlpito



Mercado Central de Cusco
Foto: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)



Venha provar, minha senhora, é uma delícia!



Minha nuca se ajoelha. Vejo para cima. Abaixo, ouço. Ecos sobre meu corpo exíguo.



Rugas, cicatrizes da vida



Antony, parceiro, grande abraço!



O prenúncio da canção



A arte e o ourives



Telecurso 2000
Aula de hoje: como se faz um CHARANGO

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Pequeninos do Jockey

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Quando um burro fala...

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Bahia de todos os santos

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21 comentários:

  1. Nossa, que nostalgia (quem sabe um dia eu ainda volto a Cusco) ver essas fotos. Lembrança se uma vida que já tivemos, por pouco tempo, mas outra vida, oom certeza. Adorei os vídeos. Espirituosos!

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  2. Olá Flávio.

    Lendo, como sempre, seu "subsolo das memórias", estou enlevado
    com a poesia fragmentada que se revela nas legendas de suas fotos
    feitas em Cusco. Grande abraço,
    Reinaldo

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  3. Fala, Flávio!
    Escuta, meu, quero aproveitar a ocasião cusquenha pra te perguntar o seguinte: quanto tempo você acha que seria legal ficar em Cusco? Tô preparando o meu mochilão, velho, e tô em dúvida, cara, já que não vou ter tanto tempo de viagem assim.
    Abraço, bicho! Lindas fotos!
    Carlão

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  4. Grande Carlos! Tudo bem, meu velho?

    Então, velho, pode colocar uma boa carga pra Cusco. A cidade é incrível, há muitas peculiaridades pra você explorar por lá. Repare que essa foi apenas a primeira parte das fotos cusquenhas. Ainda há muito por vir.

    Me parece que Machu Picchu está interditada por agora, cara. Essa é uma grande perda - se você puder adiar um pouco a viagem, cara, faça isso. Eu até indicaria a trilha inca (a pé) se você tivesse mais tempo.

    Embrenhe-se pelas ruas de Cusco, Carlão, e ausculte o trilhar inca por entre os muros-sentinelas espanhóis.

    Boa viagem, cara! Esteja sempre por aqui.

    Flavião

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  5. Tuas fotos e textos sempre me causam sensações contraditórias, Flávio. Eu procuro vislumbrar de olhos bem abertos a beleza Objetiva das tuas "amplenitudes", mas logo leio uma tirada ácida que rasga com o riso o canto da boca que antes havia se movido pelo belo supostamente puro.

    Já te disse que você me parece um rematado iconoclasta. "Quando um burro fala..."

    Essa viagem é o reverso do turismo. As fotos, ainda que reminiscências, ainda que fugidias, fixam uma ânsia de estancar o fluido do tempo. Uma ânsia de ficar, uma ânsia de seguir. Eis o teu paradoxo, homem do subsolo: o subsolo do homem.

    E não me esqueço do provérbio russo que aparece nas tuas Memórias do Bunker: "o melhor lugar é onde não estamos".

    Qual a próxima, Flávio?

    Abraço, velho!

    Cláudio

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  6. No email que você mandou, a Pitonisa (corintiana e cusquenha) prevera o placar de Santos 1 x 2 CORINTHIANS.

    deu o inverso,
    2X1 para o peixe!


    Vamos avante na busca desse título!

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  7. Porra, Flavião, e você nem pra dá uma mão pra menininha subir na mula, rapaz?!

    :-)

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  8. Cusco foi um dos locais mais especiais que já visitei. O povo é muito sofrido, não me esqueço de que os policiais hostilizavam as cholas que ficavam oferecendo quase tudo à venda. E o preá chamado cuy? E as catedrais antigas e ocres, aqueles tijolos irregulares, o ofegar pelas ruas ainda mais altas, ainda mais íngremes, os muitos e muitos gringos, italianos, alemães, americanos, ingleses, australianos, Mama Africa, a Cusqueña, o Mercado Central - que maldade a foto da Anvisa! Só porque eu comi um PF por lá, por meros 5 soles, ora, e depois precisei viver à base de Floratil e papel higiênico líquido por bons dias semanais...
    Não apenas se revive a viagem pelas fotos. É o ímpeto que se pode sentir. Dá pra imaginar o subsolo (sempre à superfície!) vindo à tona, chamando-nos ao sub-reptício que é o des-cobrir do belo.
    Semanalmente eu espreito o subsolo. Um abraço!

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  9. Magali Pestana Carrillodomingo, 28 fevereiro, 2010

    Flavio, tienes muy buen ojo y sensibilidad para tomar las fotografías! muy lindas de verdad.

    un beso

    maga

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  10. Salve, Flavião, meu velho! Meu velho, só sei que fiquei com vontade de ir para lá! Vamos ver para quando eu consigo, quem sabe ano que vem? Ah, e muito obrigado pela homenagem a mim, ao Marcião e ao Glorioso Alviverde Imponente! É isso aí, rapaz, o Verdão é time internacional! Todos conhecem o Porco! Dá-lhe, Porco! Dá-lhe, Porco! rs... Forte abraço!

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  11. Olá!

    Há fotos ótimas, de fato há muita sensibilidade. Mas você já pensou em fazer fotos em preto e branco? Em PB muitos momentos ficariam ainda mais marcantes? Que câmera você usa?

    Beijos

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  12. Olá, Roberta!

    Seja muito bem-vinda ao Subsolo das Memórias.

    Com o tempo, quero estudar fotografia com bastante cuidado. Por enquanto, moça, fica sendo uma coisa bastante 'instintiva'. Você coloca na ponta da íris como que o seu instantâneo padrão estético para captar momentos inusitados.

    Alguém uma vez fez um comentário aqui no blog - um comentário que me deixou bastante sensibilizado, na verdade. Não vou me lembrar onde está o comentário de fato, mas sei que ele se encontra em algum dos posts com fotos. Bom, a pessoa traçava um paralelo entre a minha estética literária e o modo pelo qual as fotos vem à tona. Quadros imagéticos com as palavras. Talvez haja uma certa transferência de desenvolvimento da literatura para a fotografia nesse caso - se é que podemos colocar assim fronteiras tão rígidas.

    Eu apontei a minha foto favorita. Há algum tempo, já não venho racionalizando tanto os porquês. Será que expressamos o sentimento ou o sentimento se torna aquilo que expressamos? Outro comentário - aliás tornado post neste blog - veio da Ana Paula: "E se o que eu desejo ainda não tiver nome?" Mas a minha foto favorita combina alguns elementos que descrevi pouco acima. O bebezinho olhando a esmo, a menina envolta no incaico manto colorido - where the rainbow ends -, a lhama com o dorso impassível. Todos pequenos, todos coloridos, e a porta da igreja, semicerrada, a lhes dar as costas.

    Um beijo, Roberta!

    Flávio Ricardo

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  13. Pois está decretado :-) Suas fotos precisam se enlivrar, é uma carreira para poder virar uma vida (jamais uma vida para se engessar em uma carreira).

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  14. Carlinha,

    Você sabe o que vem sendo feito: alea jacta est.

    Beijos, moça bonita,

    Flá

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  15. Cusco me parece daquelas cidades que pararam no tempo. Cidades que fizeram o tempo parar. Ruas estreitas, movimento não autóctone, sempre o turismo. As pessoas nos olham e sabem que não vamos ficar. Quando os mochilões vão às costas, os olhares estão resignados. Uma cidade de passagem. A passagem pela cidade. Ruas em geral terrosas, amarronzadas, uma ocupação compacta, todo um vale tomado, as montanhas por guardiãs. Você vai se esgueirando e logo arfa - não tive grandes problemas com a altitude, mas se você faz mais esforço e mais esforço, puxa o ar, o ar não vem. De repente um israelense, depois um irlandês, logo uma americana. Quem pensa no agregar esquece que as baladas demarcam. Não há 'nativos' por ali. Os cusquenhos te param a todo momento, mas os turistas muitas vezes preferimos observar a herança calada, a arquitetura. Ainda que os dorsos falantes estejam prostrados, é nos prédios e nas catedrais que queremos constatar como a sola do espanhol pisa a coluna inca. Preciso, Flávio: "acatedral".

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  16. Gostei das pedras enormes, retângulos incertos, como rostos calados. E quanto à cruz silenciosa? Aqueles braços de pedra, braços abertos que prenunciam os braços cerrados sobre o peito que já não resguarda nada. Que são aqueles penduricalhos incas senão vestígios do crucificado que se perdeu? O efeito da objetiva a captar de baixo para cima nos leva abaixo, "a nuca se ajoelha". E pensar que aqueles blocos foram carregados - carregados por homens, carregados através das montanhas, carregados contra a altitude...

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  17. Olá, Flávio!
    E pensar que você escapou de ficar ilhado em Machu Picchu, né? Que coisa, cara! Ficar comendo só batata não deve ser muito aprazível depois de 4 dias de caminhada pela suave altitude andina, não?
    Mas eu quero mesmo é comentar uma foto que me chamou a atenção em especial. Gostei do todo como conjunto, mas essa foto, em sua incompletude, foi a que mais me marcou. Incompletude? Talvez não, pois a sugestão é a de que o silêncio captado pela objetiva sempre lança as sementes do que ainda está por dizer.
    A foto da senhorinha. Aquele rosto marcado, vincado. "Rugas, cicatrizes da vida". A boca invaginada, os lábios bambos. Presença da falta de dentição. Aqueles olhinhos pequenos, o cabelo grisalho, acinzentado, a blusa roxa, rediviva. Estava ela falando quechua? São olhos melancólicos que talvez ganhassem brilho com a leveza de um afago. As mãos não aparecem, mas o rosto sulcado deve ser já um prenúncio de uma palma áspera como a vida que levou nas costas.
    O que estará acontecendo com a população de Cusco após as enchentes? Sem turistas, não há trabalho. De que estão sobrevivendo? Onde estará essa senhorinha?

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  18. Fala, Luís! Tudo bom, meu velho?

    Cara, suas perguntas finais me deixam bastante preocupado. Me dá temor (e tremor) pensar no que está rolando em Cusco por agora. Absolutamente toda a economia da cidade gira em torno do turismo. Há comércios viscinais, e tal, mas o grosso do que rola vem do turismo. O pai do Antony, por exemplo (este que aparece em uma foto e em um vídeo) é artesão de charangos. Ele leva um mês mais ou menos pra fazer um charango, Luís, instrumento que acaba sendo vendido por uns 380 soles (R$ 1,00 tava custando 1,68 soles quando fui pro Peru). Sem o turismo, cara, quem vai comprar os charangos? O Antony me escreveu dizendo que a situação estava bem difícil. E a senhorinha, cara, Deus meu, a coisa fica muito complicada. Não há um SUS no Peru, cara. E com a possibilidade de uma receita muito minguada, como os idosos e doentes podem comprar remédios? Para não especularmos para mais... Que coisa, bicho.

    Sabe, é não apenas revoltante, cara, mas abjeto a ponto de não se querer acordar. Veja que coisa pitoresca: há pouco mais de um ano, o litro de álcool não tava por muito mais de R$ 1,00. Hoje, cara, estamos diante de um singelo aumento de 100%. A população praticamente toda de um país acaba penalizada pelo fato de ser mais RACIONAL para os usineiros a produção de açúcar para o mercado externo, dado o fortalecimento do dólar em relação ao real, o que implica melhores preços na Europa e nos EUA. Mas que ótimo sistema, não? Que racionalidade, não? E que pode o cidadão dentro de sua jaula de ferro? Que pode o burguês da sociedade civil (Bürgerliche Gesellschaft), sociedade burguesa?

    Esse fim de semana encontrei um amigo com quem, há alguns anos, estive num acampamento do MST (em 2002, pra ser mais preciso). Quem, hoje, fala do MST além da Caros Amigos? (E além dos noticiários policiais). Mas uma causa mínima (lembremos, REFORMA agrária, e não revolução), velho, e tudo isso já é criminalizado.

    Daqui a algumas semanas, eu vou colocar fotos de La Paz aqui no blog. Pois eu te digo, Luís: uma praça como a praça central de La Paz, no Brasil, me soa como algo inimaginável! Primeiro que o pragmatismo da arquitetura em São Paulo assassina a possibilidade do belo - vide Itaim Bibi e você me entenderá. Depois, bicho, aquele grau de politização é simplesmente inaceitável para a veiculação de massa da elite brasileira. Há a carta do rei da Espanha condenando os inconfidentes bolivianos à forca, ao esquartejamento, enfim, penalidades bárbaras. Depois, há uma carta dos inconfidentes quando de sua vitória. Mas não é uma carta de conciliação - como é bem do gosto da nossa elite (e dos supostos movimentos de contestação). Lembremos a 'saudosa' carta aos brasileiros do companheiro-camarada Lula. Uma carta belicosa, que conclama a população a uma revolta, mesmo. (Será que ainda dá calafrio na elite brasileira a possibilidade de armas para o povo? Não, definitivamente, não: a dominação já foi há muito introjetada, a revolta só pode ser por parte da criminalidade marginal, jamais a coextensão como movimento). E, num dado momento, aparece ao chão da praça uma epígrafe que escandalizaria Amaury Júnior - a ponto de querer entrevistar o dito cujo: "Não tenho nada contra os ricos, mas sou mais amigo dos pobres. Proletários latinoamericanos, uni-vos!"

    Bem sabemos qual o u-turn da elite dirigente após o rompimento do vínculo (jurídico, bem entendido, porque economicamente...) com a antiga colônia. Mas houve um movimento dessa magnitude no Brasil?

    Se Maquiavel estivesse vivo, Luís, nossa elite teria muito que lhe ensinar. Imaginar o Morro do Cantagalo ao lado do Copacabana Palace, bicho, dá ou não?

    Me alonguei, meu velho, porque você pegou a veia daquela foto. Apareça sempre por esse Subsolo, Luizão!

    Grande abraço,

    Flavião

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  19. Oi, Flá!
    Quero seguir na esteira daquela sua prática etimológica de buscar as raízes das palavras. O quem me vem sempre que vejo as suas fotos? O contemplar. Com-, templar. Com o templo. No templo, o tempo é estancado. "Ante ontem, hoje". Pode mudar nosso ânimo (nossa 'anima), mas o templo de joelhos é o bastião incólume contra a fluidez do chronos.
    Ontem eu caminhava por uma praça aqui perto de casa. Semana passada, o mato tava alto. Agora o apararam. Vejo sinais pela praça, "suas cicatrizes". Já é possível ver o sorriso rosa da flor. A senhora caminha e sinto as pegadas pelo concreto impassível. De onde vêm aquelas rachaduras? O casal deitado, vontade furtiva. É aí que percebo o contemplar: diante do tempo furtado, a memória, "à memória", Flá! Memórias do Bunker, Subsolo das Memórias. Diante do templo furtado, o Bunker, ao Subsolo. Bunker das Memórias, Memórias do Subsolo.
    Senti seu dedo a piscar. Mais uma foto, mais uma procura - e o risco: "a memória captura a presa. A memória captura... presa".
    Beijos, querido!

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  20. Jú,

    Seu comentário é um belíssimo espectro de Cusco.

    Mais uma foto. Mais uma, foto.

    A epistemologia e a nudez. Também por isso eu escrevo. A leitora captura a presa. A leitora captura - presa. Algemada... :-)

    Muitos beijos,

    Flá

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  21. Maravilhaaa...Fala Flaviao...blza man?
    Aqui é o Adriano..Tirei um tempinho para o email q vc me mandou, cliquei no link e fui arremessado eletronicamente ao seu blog...
    Q legal essa trip hein...vendo as fotos, não pude deixar de notar que vc encontrou uma llama "arco-íris"??? rs...É isso ai...pluralismo sexual peruano animal, no sentido denotativo e conotativo..

    Forte abraço..enjoy the trip..
    Adriano

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