Antes de içar a lâmina, o algoz suplica ao condenado: "Você me perdoa?"

I want you for U.S. Army

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Bem-vindo ao deserto do real

Meus amigos,

Ica, cidade desértica a aproximadamente 3 horas da capital peruana, Lima.


Areia entre as frestas

Coming closer



Where the rainbow ends



Braços estirados, unhas esmaltadas



A montanha de areia. Os grãos que escorrem,
juntos, formam o colosso hirto. Paradoxo de pé.



Ampulheta, delgado pescoço do tempo que não cicatriza



By Rocco Siffredi followers



Sombra movediça



Amplenitude



Nau frágil



Pequeno engarrafamento cujas margens são de areia



Um gringo?



Arvorada lá no morro, que beleza!



Cromatismo



Prenúncio da Sandstorm



Tom sobre tom



Tom sob tom



A mistura de água e óleo



Galhos abertos para o abraço



O prenúncio...



Concílio das folhas murmurantes


O prenúncio...



... da elegância...



... impávida



O velho e o lago



Sleep with one eye opened



The Coca-Cola company presents



Wanna a ride?



Soslaio de olhos semicerrados



Dura lex...



... sed lex



Não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra paga do Senhor



Neblina granulada



Bem-vindo ao deserto do real



Sombra movediça



Trilhos, sulcos, cicatrizes ao vento



Em riste



Seios à volúpia do vento



No rosto suado acaso grãos não percolam



Would you dare?



Concílio da penumbra ao meio-dia



Captângulo de visão



Todos os caminhos levam a Roma



Deslizar é preciso



Flerte mudo



Luis, meu velho, saudade de você, parceiro!



Sandstorm



Nem tão deserto assim...



Sedento



Would you dare?



O mar como projeção aquosa do inconsciente



Porto



Erosão, o hieróglifo do vento




Candelabro inca



Gargântula



O reverso do sorriso



Ainda bem que as fotos não fazem sentir o cheiro de guano...



O reverso do sorriso, o verso de ponta-cabeça



Cromatismo


O leão reloaded



Wanna a ride?

Pedalinho

23 comentários:

  1. "Baño, hombre, mujer". By Rocco Siffredi followers? HAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAAHAHAHAHAAHAHAHAAHAHAHAHAAHAHAHAAHAHAHAHAAHAHAAHAHAHAHAAHAHAHAHAAHAHAHAHA

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  2. Otávio Dias de Souzasábado, 30 janeiro, 2010

    Fala, Flavião!
    Se passar em Arequipa poderá fazer um passeio de dois dias para o Canyon del Colca - o segundo maior do mundo, com 3400m de altura.
    O maior é o de Cotahuasi, ali perto também, com apenas 100m a mais - mas soube que a infra para visitar o Colca é bem melhor. Não sei o quanto é legal o passeio ao Cotahuasi, mas gostei muito de ir ao COLCA. O Grand Canyon não chega à metade da altura deles.
    Há várias empresas de turismo que fazem o passeio, todas saem de Arequipa. Arrumei uma legal, mas não me lembro do nome, no albergue da juventude em que fiquei. Aliás, nunca fui tão bem tratado num albergue. A mãe do dono é uma índia que me ajudou a melhorar rapidamente de um piriri que tive de uma comida estragada que tinha ingerido lá de NAZCA. Usou umas ervas tradicionais da medicina de seu povo. Até me preparou umas marmitas de comidas leves para eu levar na continuação da viagem.
    É absolutamente impressionante todo o passeio para o Colca - a ida através do vale dos vulcões, beirando o belo MISTY (com 6mil m de altura, há empresas que fazem o passeio, mas tem gente que não aguenta o tranco de subir tanto em um só dia - em outros locais cheguei a 5.450 e não tive maiores problemas), cruzando com grandes grupos de vicunhas, atravessando curiosas formações rochosas esculpidas pelo tempo e o vento, passando por um lindo pico gelado a 5 mil m de altitude onde se podem avistar algumas viscachas. E dá-lhe chá de coca!
    A cidadezinha onde se dorme quase não tem graça, mas vale a pena ir tomar um banho de noite nas piscinas termais de lá. É um lugar meio brega, com umas construções imitando os banhos romanos, mas é uma delícia ir de uma em uma das piscinas vulcânicas bem quentes, as maiores delas ficam ao ar livre - sobretudo se a temperatura ambiente estiver a menos de zero graus, como quando lá estive. É muito relaxante - de dar risada sozinho - boiar confortavelmente em águas radioativas vendo o céu estrelado em meio a toda a fumaça do choque térmico entre temperaturas tão diferentes.
    Precisa-se acordar bem cedo para ver os condores gigantes levantarem o vôo no vale imenso com o pequeno rio lá embaixo. Mal se vê a água. É de perder o fôlego!
    Abraço e boa viagem
    Otávio

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  3. Belas fotos! O destaque fica para as imagens das sombras.

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  4. Olá, Flávio!
    Tudo isso me parece um grande paradoxo, essa vem sendo a minha impressão faz tempo. Mas tem uma coisa que o paradoxo diz de maneira velada. Senti isso depois de ver essas fotos. E senti isso de uma vez. De fato, Flávio, o Subsolo das Memórias é a inversão das Memórias do Subsolo. Você é um cara ensolarado, um cara pertencente à luz do dia, ainda que noturno...
    Você busca, olha, tem um olhar infatigável. Só posso imaginar que tanta energia deve ter também seus picos de down hill. Mas, por algum motivo, você prossegue. E as fotos passam isso. Vem essa ironia cáustica a resgatar a dignidade do que é mais corriqueiro. Sim, para mim, a tua ironia não é só destrutiva, não. Ela dá cores ácidas, pede a interação, e isso já tira a aura coisificado daquilo que sempre passa pela nossa frente, ou antes, daquilo por que sempre passamos, mas não damos a mínima. Não acho que isso possa ser uma ode ao que ainda resta para viver, como uma injeção de vivacidade. Fica sempre a tensão, e é nessa fronteira que vejo o seu trabalho. Talvez não haja reconciliação. Talvez sob cada palavra e cada imagem haja o risco que só a escolha efetiva possa trazer. Não sei.
    Foi o que senti. Foi o que vi. Nas entrelinhas e nos entrepixels.
    Um beijo joânico!

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  5. Belíssimas fotos, garoto!

    Estou à espera do Vallejo agora!

    Aquelão,

    Cláudio

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  6. Alê das Candongassábado, 30 janeiro, 2010

    Escuta, alemão, só o seguinte: e o nome da beldade que me rasgou o olhar durante as fotos? Faça o obséquio, malandro!
    Alê

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  7. Fala, Alê!

    Tanja, velho, diretamente da Croácia para a nossa quebrada subterrânea.

    Aquele abraço, bicho, amanhã é Curintia!

    Flavião

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  8. Joana, querida, fiquei muito tocado pelos seus comentários. Muito obrigado. Continuemos a caminhar pela fronteira, então.

    Beijos,

    Flá

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  9. Fala, Flávio!

    Muito maneiro, meu brother!

    Tô querendo fazer a minha em agosto.

    Abraços

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  10. Fico lendo os comentários e então me vem um pensamento, uma reflexão. Como a suposta "verdade" é dependente daquele que a vive - e, nesse sentido, como é contingente e fugaz na mesma medida pela qual todos nós o somos. Alguém tenta dizer qual é a verdade em si mesma independentemente de quem a vive, de como a vive. E este ou esta que é feliz agora, ou seja, que se vê repleto ou repleta de sentido, isso perdura? Quais são os efeitos da velhice sobre o nosso apego à vida? E em tempo: vida? Que vida? A vida não vive. Cada um de nós vive uma vida própria - e poucos querem admitir o quanto a vivência supostamente própria depende das vicissitudes da sociedade como um todo. E outros, globalistas e deterministas, jamais admitem que a totalidade social, salvo em momentos de extrema fratura, não coincide IMEDIATAMENTE com aquilo que cada um de nós pode viver - e isso, felizmente, já é alguma coisa. Me vem à cabeça um aforismo do Oscar Wilde: "Não se pode mudar ninguém por decreto. Já é alguma coisa". Só pode ser invejável um apego à vida que de fato tente se enraizar para além das vicissitudes. Ou antes, não para além das vicissitudes, mas justamente em meio a elas. O intenso no instante é algo muito difícil de aceitar. Todos queremos enforcar o tempo com 10 dedos a latejar. Na verdade, eu fico pensando em grandes pessimistas são profundamente religiosos. A verdade em si do nada para além de quem vive algo concreto busca, contraditoriamente, algum tipo de redenção. Do contrário, bom, por que permanecer vivo?

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  11. Lindas fotos, Flá! Um deserto repleto de poesia! Beijos!

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  12. Belas fotos. O deserto realmente me enche os olhos de coisas belas, como se lá houvesse mais que areia, vida e desejo de continuar. Tem toda uma alma humana na perseguição de sua saida do labirinto.
    Abraços,

    Neto.

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  13. Fala, Netão!

    "Tem toda uma alma humana na perseguição de sua saída do labirinto".

    Na mosca, meu velho! Mas também tem o seguinte:

    Tem toda uma alma humana na perseguição de uma vivência do e no labirinto.

    Grande abraço,

    Flavião

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  14. Labirinto? Curioso isso: o labirinto, no deserto, não tem paredes. A visão alcança o horizonte como um todo. No deserto, o labirinto tem as paredes da amplitude, aqui o paradoxo árido de fato.
    A alma movediça procura uma saída. A alma movediça procura entrar. E aqui o paradoxo prossegue incontinenti como a tempestade de areia: no labirinto, a saída é só mais uma entrada.

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  15. Flávio, primeiro perguntas bem pontuais: o mar fica ao lado do deserto? São as mesmas cidades?
    Depois, queria saber qual a sensação de caminhar sobre um caminho que pode não estar atrás de você logo após o traçar da pegada?
    Um beijo!

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  16. Carla,

    Não são as mesmas cidades, não. Primeiro fui a Ica, que fica a umas 3 horas de Lima. As ilhas Balestras ficam em Pisco, cidade mais próxima a Lima.

    Quanto à sua segunda pergunta, há talvez uma resposta arenosa.

    O Luis, o guia peruano que nos levou ao deserto - Luis que aparece entre as fotos -, o Luis me revelou o movediço deserto. "Flávio, você sabe como prever uma tempestade de areia no deserto?" Como, meu velho? "Eis o perigo do nosso passeio: as montanhas de areia são móveis, o vento as esculpe. Se estivermos percorrendo novos caminhos, a intensidade do vento segue rente".

    Isso me lembra uma colocação de Tolstói que li já há muito. Tolstói tinha um medo latente. O medo de olhar para trás. Medo de olhar para trás? Sim, dizia o russo enquanto cofiava a barba revolta e grisalha, olhar para trás. E se o mundo ainda não estiver pronto quando eu virar os olhos?

    Beijos, Carla!

    Flávio Ricardo

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  17. A imagem da sombra me lembra que uma vez tive a idéia de fotografar minha própria sombra.

    Mais não é só por causa disso que a foto me chamou a atenção. Além das imagens das sombras na areia, eu destacaria, entre outras, as imagens de Dom Diego, Ronaldinho e da morena da propaganda do refrigerante.

    Achei que são criativas: representam o inusitado e, pelo fato de você desconhecer a cidade, o olhar do novo, do visitante que encontra beleza naquilo que passa despercebido por quem vive no local.

    Seria a mesma coisa se um fotografo peruano viesse pra São Paulo e admirasse a negra do guaraná Dolly no outdoor ou um muro do centro da cidade grafitado ou, até mesmo, um viaduto pichado. O que pra nós é banal para ele é destaque.

    Quanto aos textos, li o da sentinela e o poeta. Somos frios e obedecemos cegamente. Muitas vezes agimos como sentinela e raramente questionamos como o poeta. E, quando pensamos como o poeta, dificilmente gritamos nossa dor.

    Abraço.

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  18. Você fez a viagem que eu vivo sonhando, Flávio.
    E o deserto...

    Tolstói, olhando atrás de si,
    procurando o mundo pronto...Ontem olhei pra trás com medo que desabasse o viaduto, depois daquela chuva...tudo alagado e as pessoas procurando outro caminho...uma multidão atravessando a ponte imensa e altíssima, andando rápido...alguns corriam, expressão de
    quase terror. Já não se sabe o que vem lá...
    Amei suas fotos.
    Fale com a Rita.
    Aguardo vocês. Vamos.
    abraço grande!

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  19. Pois eu tenho uma coisa inadiável a dizer diante dessas fotos desérticas: como não se lembrar do desenho do Pica-Pau? Só faltou aquele potrinho teimoso e alguns cactos renitentes :-)

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  20. Pois bem, chega de conciliações, perguntemos de pronto:

    "The Coca-Cola company presents Inka Cola", não?

    Para a ironia ter sido vinculada, foi preciso viajar, não?

    Para viajar, o senhor teve que seguir os mesmos ditames pelos quais "The Coca-Cola company presents Inka Cola", não?

    Daí é possível escrever que a poesia subjaz a sete palmos da superfície afogada. Dentro do quarto, junto à escrivaninha - o texto na gaveta -, tudo é possível.

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  21. Sr. Aristocrata,

    Fico pensando que a ironia, especialmente em nossos dias de sumo controle (prévio), sempre gerará desconforto. E o curioso, de fato, é que a leitura capta - ainda que não saiba - a distância que a ironia implica. Como se o agente irônico pudesse pairar incólume. É até aí que vai a sua nobre leitura, meu caro.

    Ora, por acaso o irônico vive em uma bolha? E, se bem me lembro, o poeta subjaz junto com sua poesia - a sete palmos da superfície afogada. A poesia se cala. A poesia é calada, amordaçada. A ironia se torna auto-ironia.

    É claro que é mais fácil, para o ressentimento, atribuir à ironia a altura olímpica das mãos que não se querem sujar. Difícil é ler a contrapelo. E isso, claro, os leitores unilaterais não perdoam à literatura. A volubilidade deve ser partidarizada. "Alguma coisa X ou Y e Z esse cara quis dizer". E, historicamente, de fato determinadas leituras para certas obras acabam por prevalecer. Até que novas escolas políticas queiram ditar a última palavra. Os últimos logo serão os primeiros - a serem refutados.

    No prefácio de Para a crítica da economia política, Marx (se) perguntou: por que Homero ainda é atual?

    Será que os conflitos homéricos se resolveram?

    "Quando os críticos discordam entre si, o artista concorda consigo mesmo" (Oscar Wilde).

    São os críticos que discordam entre si? Ou seria a contradição que os rasga.

    É o artista que concorda consigo mesmo? Ou seria o rasgo que o contradiz?

    Que tais críticas vão se repetir à exaustão, bom, basta ler alguns comentários em quase todos as postagens deste Subsolo.

    Mas agora eu gostaria de colocar um outro aspecto: quem é de fato elitista? A arte que ousa ou tenta inovar ou as categorias poéticas que se embebem dos parâmetros editorias para se massificarem? Quem segue rente à Indústria Cultural?

    Talvez você diga que há nichos, que cada um ocupa o seu lugar. Bom, para mim, eis a declaração de capitulação da Razão. Se não houver ao menos germes de totalização - ainda que pelo negativo -, cada um aceita o seu quinhão. Aliás, nesse sentido, o senhor é bem honesto, não, Sr. Aristocrata?

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  22. Antony Vargas Rodriguezsexta-feira, 05 fevereiro, 2010

    hola, amigo flavio, espero k te encuentres muy bien recordando
    tu viaje por peru y contando a todos tus amigos las experiencias
    bonitas que tuviste en cusco-peru. bueno aqui todos nos encontramos
    muy bien de salud pese a los problemas de lluvia que hay estos dias en cusco,
    pero mi familia estamos bien, no perdimos nada solo que el paso para machupicchu se serro
    y no hay entrada para los turistas; pese a esto turistas ya no llegan a cusco
    y no hay nada de trabajo para nosotros. bueno esta es una carta para un amigo que secesita un
    granito de arena derrependete de tu parte. espero tu pequeña colabracion
    para tu familia en cusco, cuidate mucho tu, amigo!

    antony

    bye

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