Antes de içar a lâmina, o algoz suplica ao condenado: "Você me perdoa?"

I want you for U.S. Army

domingo, 5 de dezembro de 2010

Dostoiévski no Canal Universitário de São Paulo

Meus amigos,

Nos dias 05, 07, 08 e 09 de outubro, foi ao ar, pelo Canal Universitário de São Paulo (CNU), a entrevista que concedi ao programa Autores & Obras, da TV São Marcos, apresentado por Júlio Couto Filho, pós-doutorando em literatura brasileira pela Unicamp.

O tema do programa em questão?

A poética e a recepção polifônicas de Dostoiévski.

Para aqueles que não puderam assistir à entrevista, o Subsolo das Memórias volta a apresentá-la a partir dos vídeos abaixo.

Com a ajuda do YouTube ®, a entrevista foi dividida em 10 partes.


A poética e a recepção polifônicas de Dostoiévski


PARTE I




PARTE II




PARTE III




PARTE IV




PARTE V




PARTE VI






PARTE VII




PARTE VIII




PARTE IX




PARTE X



sábado, 27 de novembro de 2010

Carta ao Pai - Bruno Walter Caporrino


Meus amigos,

Quero apresentar a todos vocês o meu grande amigo Bruno Walter Caporrino.

Quero apresentá-lo a todos vocês?

O próprio Bruno lhes falará sobre o seu
Beagle Motor 40 – http://beagle40.blogspot.com/

Beagle Motor 40 – H.M.S. Beagle O brigue a bordo do qual Sir Charles Darwin conheceu e, então, mudou o mundo. Beagle Motor 40, a bordo do qual eu mudei o meu mundo, porque, como ensina Sir Darwin, mudar a forma de compreender é a única maneira de mudar o real”.

Bruno continua a nos dizer do que trata seu blog e que são as garrafas que arremessa ao rio caudaloso da vida:

“Sou um viajante. Navegador. Nascido em Santos, criei-me no porto a contemplar o Atlântico e toda a pequenez mais absurda que ele, em mim, revela. Atendi ao chamado: busquei no curso de Ciências Sociais e no curso de Filosofia (que quase concluí ao fazer paralelamente às Sociais, através da matrícula em disciplinas optativas) instrumentos para compreender-me a mim mesmo, humano, em minha relação com o mundo e com os outros. Alteridade. Formado em Ciências Sociais pela USP em 2008 ingressei nesta jornada que o Beagle, este pequeno Blog, pretende narrar a amigos e desocupados. Indigenista pela OPAN (Operação Amazônia Nativa), passei um ano (2009) morando e vivendo com o povo indígena Katukina do Rio Biá, afluente do Rio Jutaí que, por sua vez, deságua no médio Solimões: plena Amazônia brasileira. Vivi, pesquei, cacei, comi, sonhei, dancei, plantei, colhi, ensinei e aprendi com eles. Em fins de 2009, desliguei-me da OPAN e ingressei, também como indigenista, no Instituto Iepé de Pesquisa e Formação em Educação Indígena, para atuar no Estado do Amapá junto ao povo Wajãpi. Antes, morei em Manaus, Tefé, Jutaí, e as aldeias Katukina do rio Biá, próximo à tríplice fronteira Brasil-Peru-Comômbia. Meu Beagle, o batelão 16m, motor mwm 114 hp chamava-se Senna. Agora moro com Mari, minha parceira de altas aventuras, em Macapá, e alterno meus dias de doce usufruto do Amazonas - que conheci ainda bebê, mas imenso e gigante, como Solimões, em cada uma de suas imbaúbas e barrancos, lá para cima - com dias de estada profunda em área, morando, vivendo, aprendendo com os Wajãpi. Desse navegar, que é meu viver, a bordo deste Beagle, lanço garrafas ao mar da vida, na esperança de que algum náufrago as leia e, assim, eu possa existir em mais alguém além de mim mesmo. Por isso, cada postagem é uma garrafa. Se achou uma, quebre-a, leia-a, ou jogue-a novamente ao mar: o destino de muitas delas, como de quase todas as letras é, muitas vezes, a obliteração”.

Há pouco menos de 1 mês, me deparei com um belíssimo pergaminho do Bruno.

Imaginem vocês, meus amigos, Franz Kafka adornado por um cocar!

Imaginaram?

Agora, pessoal, imaginem o senhor Karl Marx com a barba devidamente feita. E mais: a colocação do revolucionário alemão sobre a liberdade humana em se pescar durante o dia e se fazer crítica literária à noite estaria realizada (?) – no bojo amazônico.

Pois então: Bruno Caporrino nos lega agora essa vereda poética.

Seguem abaixo, pessoal, 500 anos de fel.

O Brunão nos indica a trilha sonora engarrafada:

Adágio, Sinfonia de Câmara Opus 110a, Dmítri Shostakovitch.

Compartilho com vocês, a partir da corrente fluvial que segue abaixo, as palavras de Bruno dirigidas em uma





“Caro senhor meu patrão,
Escrevo esta pequena carta, me adesculpando desde já por que me intrometo assim nos negócios e assuntos do senhor, apenas para tirar umas dúvida que tenho tido cá comigo, a matutar sempre com os meus botões. Não consegui mais parar de pensar nelas, e é por isso que, assim que soube que o senhor era sábio, e entendia dessas coisas todas, eu vim aqui mor de tirar essa dúvida, se faz favor.
Chegou aqui na nossa terra um homem igual que o senhor: branco, usando roupas iguais à sua e falando esta sua língua. Faz já bastante tempo isso, saiba o senhor. Pois bem, o causo, meu patrão, é que esse homem chegou aqui falando em um deus, e disse que, sendo um só, ele ia açoitar tudo nós se a gente não fizesse o que ele queria. Como ele havia trazido coisas para trocar, como todos os que vêm de longe, e nós, o senhor sabe, somos pessoas educadas e nunca que havíamos de quebrar a etiqueta de trocar com ele, nós o recebemos bem. Ocorre que ele começou a fazer bagunça aqui, sabe o senhor como é: alguns parentes ele conseguiu ganhar, e quando a gente viu, já estávamos todos guerreando de novo.
Mas mesmo no moquém a carne do inimigo tinha um gosto diferente. Era como se... como se a gente não estivesse matando pelo certo, o senhor conhece. Depois de muito penar nessas guerras sem sentido, ficamos fracos, cada qual foi para seu canto, e esse homem, que imagino ser seu parente, ele começou a bater em nós... isso eu tenho até vergonha de contar: começou a pegar as nossas mulheres na força, e prendeu a nós todos, colocando a gente para pegar mais e mais ouro, o senhor sabe, porque o senhor gosta também – das nossas mulheres e do nosso ouro, e de bater na gente, digo.
Passou muito tempo, ele trouxe mais gente com ele, e com esses novos homens mais cruzes e mais vigia, punição, e trabalho. Cortou as mãos de muitos irmãos meus. Estuprou minha filha... ora, isso não está certo não! Me diga o senhor aonde é que já se viu isso? Veio falando de deus, e que a gente não tinha esse negócio de alma aí de vocês. O senhor sabe como é que os parentes são: tudo no nosso jeito de ser é apreendido, a gente pega, incorpora, canibaliza mesmo, do que é do outro. E daí a ter um monte de jovem rezando a missa dele foi um pulo. Ele começou a falar que nossa língua era de bixo (e não é bem isso: os animais é que perderam o dom de falar essa língua, o senhor sabe essa história, com o tempo foi assim, muita briga, muita guerra, nosso criador se cansou e deixou cada bicho dum jeito a falar a mesma língua, mas de forma que só eles é que percebiam, assim foi com anta e as queixadas, que agora tem cada um um corpo de um jeito e só eles se entendem, mas falam essa mesma língua da gente).
Mas o jeito dele fazer isso é que não foi certo não, isso não senhor. Pegou no flagra meu velho pai sem saber como tirar aquele ouro do rio, o velho estava que nem um graveto de magro, as mãos contorcidas, acho que pelo mercúrio todo, e cortou as mãos dele, deixando ele sangrar no rio... isso aí, meu senhor, vai desculpando, não tá certo não...
Depois ele trouxe mais e mais gente, começou a chamar os parentes todos para viver nas aldeias centrais, tudo junto, inimigo com inimigo, diferente com diferente, obrigando a gente a ajoelhar, com as mãos sangrando, atadas, diante do altar onde o sacrifício era a virgindade de nossas filhas... olha, o senhor vai perdoando as palavras, mas é daí para pior...
Olha, com ele vieram muitos. E quando percebemos, estava a gente tudo junto, falando a língua do senhor, doente, triste, cansado, humilhado. Olha, a gente passou a não gostar mais da vida, ela perdeu toda a cor, os gosto, a graça, assim como a arara que o senhor tem aí no escritório, se me desculpa a comparação, e que, triste e sozinha, perdeu a cor e as penas depois...
Começou a chamar a gente tudo de preguiçoso e indolente, só porque a gente, exausto de trabalhar de barriga vazia num trabalho que a gente nunca entendeu, e doente diante de nossas mulheres a verter sangue pela vagina, para ver ele guardar todo o ouro e a comida no barco dele. Disse que a gente éramos gente sem alma, sem lei, mas foi ele mesmo que acabou com nossa vida e nossos costumes, ignorou nossas leis, fez coisa aí que, leva a mal não, meu senhor, é contra todas as leis do senhor mesmo.
E disse que ia fazer um país, uma espécie de aldeia central com todo mundo trabalhando para ele, e respeitando o deus dele, e as leis dele. Olha, a gente somos pessoas muito ordeiras: mas desse jeito... não tem caboclo que consegue andar pela lei, se a lei dele só pesa na gente, só prejudica a nóis, e ele pode fazer tudo o que quer... Não dá para os parentes respeitar as leis dele, sem poder se beneficiar dela, quando é a nossa mulher que é enrabada, poxa. Ta certo isso não, meu senhor, o patrão vai desculpando.
Com ele, e o tal do país, vieram aí uns coitados, uns homens grandes de pele bem escura e dente branco. O pessoal do seu parente batiam neles, e ele gritava, que nem com a gente, mas para eles o trabalho parece que não pesava, porque, o senhor conhece a gente, a gente trabalha para comer, e só, o resto da vida tem que ser lazer, no nosso jeito de viver: pescar de manhã, caçar de tarde e fazer critica literária de noite através dos mitos que a gente ensinava pros bacurizinhos... que estão tudo abatido viu, de tanto trabalhar sem comer.
Esses homens escuros foram feito igual que nem a gente, o senhor sabe, escravo. Trabalhando o dia e a noite toda, ainda tiveram que ouvir que aqueles costumes deles eram do diabo, que eram contra a lei e a ordem do patrão seu parente, e tinham que ficar quietos enquanto o chicote comia o lombo deles no pau. Ontem um deles gritou, o primeiro que eu vi gritar, mas eles não é gente fraca não: acho que foi para abafar os gritos da esposa dele que seu cunhado rasgava no barracão deles lá.
Depois desses dias aí o seu tio veio com essas histórias de acabar com os negros, chamou eles de vagabundo e preguiçoso, e, depois de pôr os homem para trabalhar na terra que não era mais nossa e que nem nunca foi deles, nós, que estávamos amargando fome nos fundos do fazendão, ouvimos eles serem expulsos das fazendas. Que história é essa, meu patrão? Olhe, o senhor vai desculpando se eu sou enxirido: mas e agora, como é que a gente vai dar de comer para eles? Os homem são maior que nós. E tudo o que eles produziram até morrerem de cansaço, igual à mula de carga que o senhor está vendo aí fora, que trouxe essa carta no lombo. Mas a mula o seu tio tratou melhor do que a gente tudo e eles.
Eu escrevo mesmo ao senhor para contar esses causos e tirar essa dúvida, que vêm me aporrinhando a vida já faz tempo: que que é esse tal de Estado de que seu parente tanto fala quando pega o chicote e bate na gente feito cachorro porque a gente num respeita as legislação do tal de Estado? Porque chegou aqui um feitor, amigo do senhor, me dizendo que agora a gente vai ter que votar, que é isso de voto? Ele xingou a gente de tudo o que é nome feio, de burro, de analfabeto, de preguiçoso, e não percebeu que foi o senhor mesmo que quis a gente assim? Ele veio chamar um monte de nome feio, na frente das cunhatã tudo, dizendo que a gente éramos gente sem lei, sem limpeza, mas a gente tínhamos nossa lei, nossas regras, e perdemos no caminho – se o senhor encontrar, por favor, mandar na mula que espera resposta, faz favor.
Enfim, meu patrãozinho, esse senhor seu parente veio aqui dizer que gente temos que votar, que escrever num pedaço de papel o nome do novo patrão... mas, o senhor sabe, como os parentes tem medo de que o patrão que perder essa tal de eleição corte de novo as mãos deles, eles tão tudo com medo.
Eu queria saber que diacho de eleição é isso? É para a gente votar no senhor, que é bom patrão, ou no outro? Os minino estão tudo em dúvida, e muitos deles apanharam coça feia do feitor do senhor, que agora chama polícia, num é mais capitão do mato, porque eles roubam as coisas desse tal de Estado. Deixa os minino comer as manga, senhor, por favor, eles tão é com fome, e as mangas apoderece tudo... Esse tal de polícia ficou bravo com nós porque a gente mexeu nas coisa desse tal de Estado aí do branco. Umas coisas tudo amontoada que esse tal de Estado deixou nas nossas terras, apodrecendo, com uma placa que tem o símbolo desse tal de Estado. As cobras tão fazendo ninho em tudo, e os ratos roendo todo o papel que o senhor Estado largou lá, por favor, avise a ele.Como nessa tal de escola os meninos tem os cabelos tudo cortadinho, e falar na língua é motivo de chicote e humilhação, e, como o professor é ruim ruim e não sabe ensinar porque não conhece nóis, eles, os minino, ficam tudo com raiva e acabaram por queimar a escola, o posto de saúde que ta sempre vazio. Eles quebra tudo o que é desse senhor Estado aí, porque eles diz que nunca que esses treco dele vão servir para eles. Olhe, tão dizendo por aí que essas coisa desse Estado é tudo comprado e feito com o dinheiro dos imposto que a gente dá pro senhor, mais eu num acreditei não. Mas é por isso que eles pega tudo, queima, quebra tudo.Eles me dizem que tão com raiva desse tal de Estado porque ontem esse Estado enrabou a mãe deles e pegou todo nosso dinheiro, e, olhe, eu não concordo com o que eles tão fazendo não, quebrando as coisas do senhor Estado tudo, mas é que, o senhor sabe, esse tal de Estado é muito cruel com a gente tudo, sempe foi: ganhou muito em cima da gente e tudo o que ele faz e constrói é para destruir nóis. Agora os menino tão quebrando os cano que o senhor Estado enterrou e que não passam nem água nem os esgoto lá da vila, porque o cocô todo fica a céu aberto. Eles pegam os canos paa usar nas casas deles, porque enre ficar lá entrerrado estragando e nas casa deles correndo água, eles dizem que é melhor assim.
Os menino dizem que têm raiva da escola e do professor que bate neles e xinga eles de burro, e um deles, o mais brabo mesmo, ontem me deu um tapa quando eu perguntei porque que ele pegou as placa da estrada que o senhor Estado fez mal e mal para cobrir a casa dele que tava com muita goteira: o senhor feitor escreveu no jornal do senhor que a gente é tudo bicho, selvagem, que nada que é público a gente sabemos cuidar...
Eu vim então saber se o senhor pode tirar essa dúvida que eu tenho cá no peito: o que que é esse “público” que os senhor fala; e será que esse senhor Estado não pudia tirar as tralhas dele aqui da terra, porque tão tudo enferrujando, antes que os pessoal pegue tudopara usar para eles? Olhe só o senhor, ia me esquecendo: é para a gente votar no senhor de novo ou no Odailton? Olhe, não é querendo fazer intriga de novo (bem que aquele tapa que o senhor me deu ainda dói), mas o Odailton tá fazendo a cabeça dos amigo tudo: ele diz que vai dar camiseta e dentadura pros velho e prometeu um caminhão pros meninos vender as coisas na feira...
Eu acho que os pessoal vão tudo votar nele, porque ele tá sendo um patrão bom se der mesmo essas coisa. Que a gente precisa delas, muito mesmo.

Se o senhor puder tirar essas minhas duvidas, meu caro paizinho, eu fico muito agradicido viu. Olha, na carroça que veio com a mula tem a caixa com os nossos impostos: o Dagoberto não quis pagar dessa vez, e o feitor jogou ele na cadeia, ele agora tá preso mais diz que pelo menos come um pedaço de pão véio de manhã, e que antes nem isso ele comia. E olha, senhor, não é querendo defender vagabundo não, mas ele não tava comendo mesmo viu... o ultimo imposto eu peguei na violência dele, era aquele fogareiro velho dele.

Aguardo as resposta do senhor junto com as novas carta de taxa e imposto. Vou fazer o que posso aqui com os meninos para eles pararem de quebrar essas tal de coisa da pública, mas careço de esclarecimento sobre essas coisa do senhor Estado, e vou tentar controlar os minino aqui para parar de ficar pegando sem permissão essas coisas tudo, até porque ta tudo enferrujado e pode dar corte de tétano.
Saudações,
seu criado”.

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Beagle Motor 40 - Bruno Walter Caporrino
http://beagle40.blogspot.com/

domingo, 7 de novembro de 2010

Se queres La Paz, prepara-te para a guerra

Meus amigos,

Já dizia o antigo adágio romano: se queres paz, prepara-te para a guerra.

O ayuwara Evo Morales e o revisionismo próprio à América Latina:

Se queres La Paz, prepara-te para a guerra

Desvelemos a capital boliviana em suas nuances fotonarrativas.

Logo terminaremos nosso trajeto sulamericano. Por ora, revisitemos também as fotonarrativas já percorridas:

Lima
http://subsolodasmemorias.blogspot.com/2010/01/lima.html

Ica (Peru)
http://subsolodasmemorias.blogspot.com/2010/01/bem-vindo-ao-deserto-do-real.html

Cusco - Parte I
http://subsolodasmemorias.blogspot.com/2010/02/cusco-parte-i.html

Cusco Reloaded
http://subsolodasmemorias.blogspot.com/2010/03/cusco-reloaded.html

Rumo a Machu Picchu
http://subsolodasmemorias.blogspot.com/2010/04/rumo-machu-picchu.html

Machu Picchu
http://subsolodasmemorias.blogspot.com/2010/05/machu-picchu.html

Pelo lago Titicaca (Peru)
http://subsolodasmemorias.blogspot.com/2010/05/pelo-lago-titicaca.html

Pelo lago Titicaca Reloaded (Bolívia)
http://subsolodasmemorias.blogspot.com/2010/07/pelo-lago-titicaca-reloaded.html

O crepúsculo do Titicaca (Bolívia)
http://subsolodasmemorias.blogspot.com/2010/08/o-crepusculo-do-titicaca.html