Antes de içar a lâmina, o algoz suplica ao condenado: "Você me perdoa?"

I want you for U.S. Army

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Hoje, segunda-feira, 02 de setembro, às 19h, estréia o programa "Espaço Heráclito", na TV Geração Z

Nesta foto, Rafael Sanzio, em sua "Escola de Atenas", lançou mão de sua genialidade pictórica para tentar cristalizar o fluxo perpétuo do pensamento de Heráclito de Éfeso. (Ainda assim, creio que vocês concordarão comigo se eu disser que a pena sobre o papel traz corpo - e dinâmica - às ideias que jorram de um dos primeiros dialéticos de que o Ocidente teve notícia.)


ESTRÉIA DO PROGRAMA ESPAÇO HERÁCLITO - HOJE, SEGUNDA-FEIRA, DIA 02 DE SETEMBRO, AO VIVO, A PARTIR DAS 19h, NA TV GERAÇÃO Z: www.tvgeracaoz.com.br

Meus amigos, 

Hoje, segunda-feira, dia 02 de setembro, passo a apresentar o Espaço Heráclito, um programa de debates artísticos, sociais, políticos e filosóficos. 

Vamos dialogar com as mais diversas teses e antíteses para que, a partir da eclosão das contradições, possamos acompanhar a gênese e o movimento das ideias. 

Vocês poderão assistir ao programa, ao vivo, na página da TV Geração Z: www.tvgeracaoz.com.br - basta acessar a página para que a tv virtual desponte. 

A partir de hoje, o Espaço Heráclito irá ao ar todas as segundas-feiras, ao vivo, às 19h. 

E, para dar início ao fluxo vertiginoso das ideias - movimento perpétuo e contraditório que o pensador Héraclito de Éfeso procurou acompanhar e no qual tentou se diluir -, nosso primeiro convidado será Flávio Viegas Amoreira - https://www.facebook.com/flavio.viegasamoreira.5

Eis uma breve biografia do heraclitiano em questão: 

Flávio Viegas Amoreira é escritor, jornalista e agitador cultural paulista. 

Já publicou 14 livros entre os gêneros da poesia, do conto e do romance. 

Entre suas obras, destacam-se "Escorbuto, Cantos da Costa", "Edoardo,o Ele de Nós" e, mais recentemente, seu livro de "Desaforismos", a partir de textos digitais. 

Considerado um dos mais inquietos autores brasileiros, foi incluído na "Geração Zero Zero", antologia organizada por Nelson de Oliveira que reuniu os mais instigantes prosadores brasileiros surgidos na virada do século. 

Além de colaborador em revistas literárias, é ensaísta e dramaturgo, com vasta parceria com artistas plásticos, músicos eruditos e cineastas; multimídia, o escritor é militante em movimentos libertários e transmodernos da cultura nacional.

Então, meus amigos, convido a todos para os debates dialéticos que passo a apresentar no "Espaço Heráclito", a partir de hoje, às 19h, na TV Geração Z. 

Um abraço a todos vocês, 

Flávio Ricardo Vassoler
Espaço Heráclito
Portal Carta Maior
Facebook

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Dostoiévski no Sesc de Santos e, depois, ao lado de Balzac e Woody Allen, na Casa do Saber

Fiódor Dostoievski (1821-1881)
 
Meus amigos,
 
Gostaria de compartilhar com vocês duas intervenções dostoievskianas.
 
No dia 19 de junho, a convite do poeta e escritor Flávio Viegas Amoreira, www.facebook.com/flavio.viegasamoreira.5, ministrei a palestra
 
 
Fiódor Dostoiévski, a loucura e
O Evangelho segundo Talião



no Sesc de Santos, sobre as possíveis relações entre a psicopatologia de nosso cotidiano – talvez Dostoiévski considerasse a sociopatologia como um termo mais apropriado –, a obra do escritor russo e suas influências sobre meu primogênito literário, O Evangelho segundo Talião, publicado em abril pela editora nVersos.

 

E a partir do dia 31 de agosto, sábado, Dostoiévski se reunirá a Balzac e a Woody Allen para um diálogo de 6 capítulos que comporá o novo curso que passarei a ministrar na Casa do Saber:

 

 

Literatura e Filosofia em Balzac, Dostoiévski e Woody Allen

Das origens da moral burguesa ao

homicídio como 11º mandamento

Link para o curso no site da Casa do Saber:


 

 

Onde: Casa do Saber – Rua Dr. Mário Ferraz, 414 – Itaim Bibi

 

Quando: sábados, das 11h às 13h – dias 31/08, 14/09, 21/09, 28/09, 05/10 e 12/10.

 

Eis a sinopse do curso, pessoal, e os temas de cada uma das seis aulas:

 

O curso analisa duas grandes obras da literatura mundial – Eugênia Grandet (1883), de Honoré de Balzac, e Crime e Castigo (1866), de Fiódor Dostoiévski, em diálogo com os filmes O sonho de Cassandra (2007), Crimes e Pecados (1989) e Match Point (2005), de Woody Allen. Balzac realiza em sua obra o registro do surgimento da sociedade burguesa, na qual as relações sociais plasmam-se como moeda de troca. Dostoiévski, admirador do escritor francês, leva às últimas consequências a quebra dos vínculos morais resultantes de um mundo sem Deus e (des)estruturado cada vez mais sobre um tenso relativismo niilista. Woody Allen, por sua vez, não apenas se mostra um ávido leitor do niilismo de Balzac e Dostoiévski, como procura desdobrar, ao longo de seus filmes, as consequências da negação do não matarás e do não utilizarás o próximo como um meio para teus fins egoístas para a embrutecida sociedade contemporânea. O curso coloca essas três produções em contato para chegar a uma compreensão dos dilemas morais em que esses autores colocam suas personagens e, por meio delas, a humanidade como um todo.

 

31/08: Os escravo em face do senhor. O dilema de Raskólnikov revisitado pelos protagonistas de Woody Allen em O sonho de Cassandra.

 

14/09: A genealogia do utilitarismo ético em O sonho de Cassandra. Woody Allen e o pai balzaquiano de Eugênia Grandet.

 

21/09: O senhor em face dos escravos. O dilema de Raskólnikov revisitado pelo protagonista de Woody Allen em Crimes e Pecados.

 

28/09: A genealogia da ética como utilitarismo em Crimes e Pecados. O ímpeto pela manutenção do dinheiro se transforma em uma segunda natureza.

 

05/10: O senhor e os escravos na mesma senzala. Raskólnikov revisitado em Match Point.

 

12/10: Match Point: o utilitarismo ético como a escravidão do Senhor e de seus escravos.  

 

Conto com a presença de todos!

 

Um abraço,

 

Flávio Ricardo Vassoler

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Fiódor Dostoiévski, a loucura e O Evangelho segundo Talião

Da esquerda para a direita, o escritor e poeta Flávio Viegas Amoreira, 
este escritor e professor universitário do Subsolo das Memórias e
O Evangelho segundo Talião

Fiódor Dostoiévski, a loucura e
O Evangelho segundo Talião4


Meus amigos,

A convite do poeta e escritor Flávio Viegas Amoreira, http://www.facebook.com/flavio.viegasamoreira.5, curador da série de debates Mente e Arte - Subjetivo infinito desenvolvida no Sesc de Santos, participarei de uma discussão sobre as dimensões da loucura na obra do escritor russo Fiódor Dostoiévski (1821-1881). 

Fiódor Dostoiévski, a loucura e O Evangelho segundo Talião
Local: Sesc de Santos – Rua Conselheiro Ribas, 136
Dia e horário: 19 de junho, quarta-feira, das 20h às 22h
Página do evento no facebook:

Dostoiévski tinha uma maneira bastante peculiar de conceber suas personagens. Protagonistas como Raskólnikov (Crime e Castigo, 1866), Príncipe Míchkin (O Idiota, 1869), Aliócha e Ivan Karamázov (Os Irmãos Karamázov, 1879) não eram postas em movimento segundo o princípio de verossimilhança afeito às convenções do realismo oitocentista. As personagens encarnavam suas ideias levando-as às últimas consequências em seus transcursos narrativos. 

Assim, em termos escatológicos, se o intelectual niilista Raskólnikov apreende a morte de Deus e a decrepitude de seu decálogo normativo, é preciso testar os limites do “não matarás” como um destino narrativo: Raskólnikov não apenas concebe o homicídio como uma das possibilidades da modernidade, como propõe a si mesmo o teste para saber se consegue viver segundo a indiferença ética de um Napoleão, o generalíssimo que assiste à morte de milhões de combatentes nos campos de batalha e ainda assim entorpece a culpa e a compaixão com a máxima de que um soldado deve obedecer, lutar – e morrer. Raskólnikov torna-se um duplo homicida e terá que conviver com o fardo de ter ultrapassado a fronteira dos parâmetros civilizatórios – parâmetros que a história foi considerando normais, vale dizer, normativos. 

Em tal ambiência escatológica da obra dostoievskiana, a nítida distinção entre sanidade e loucura torna-se turva e angustiante. Os contínuos entrechoques de personagens acossadas pelas (im)possibilidades de redenção em meio à modernidade que torna contingentes e questionáveis os parâmetros éticos esboroam as convenções mais tradicionais; somos apresentados a homens e mulheres que tentam caminhar entre os escombros de sua psicopatologia cotidiana (re)produzida por uma sociedade doente que funde a normalidade à patologia. 

Ao término do debate entre mim e Flávio Viegas Amoreira, o Sesc de Santos e a Editora nVersos promoverão um novo lançamento do meu primogênito literário, O Evangelho segundo Talião, obra que procura dialogar de forma rente com as premissas dostoievskianas que desenham a loucura como o subsolo do cotidiano. Já a epígrafe de minha primeira obra procura tensionar o assassínio como espetáculo, o patíbulo e a pena de morte voltados para a massa – a pedagogia do poder. 


Que sente o carrasco diante de sua vítima? 

Leiamos:

O condenado sobe ao cadafalso. 
Apupos da multidão sedenta. 
Sob a máscara, o carrasco o espera. 
O condenado deve ajoelhar-se. 
O condenado deve acoplar o pescoço ao talhe de madeira. 
Tão logo o condenado estique os braços trêmulos, 
o machado despencará. 
Logo, já não haverá choro e ranger de dentes. 
Antes de içar a lâmina, o algoz suplica ao condenado:
– Você me perdoa?

Feito o convite, pessoal, Flávio Viegas Amoreira e eu esperamos vocês para o debate dostoievskiano. 

Saudações literárias!

Flávio Ricardo Vassoler
Meu facebook: http://www.facebook.com/flavioricardo.vassoler

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Reverberações de O Evangelho segundo Talião

Resenha sobre O Evangelho segundo Talião escrita por Caio Liudvik, pós-doutorando em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, 
 e publicada no Guia de Livros da Folha de São Paulo de 25 de maio
(Clique na imagem para maximizá-la)

Meus amigos,

O Evangelho segundo Talião (Editora nVersos), meu primogênito literário, vem caminhando pelos veículos de comunicação desde o seu lançamento, há pouco mais de um mês – dia 20 de abril.  

A partir de agora, vocês terão acesso às


Reverberações de
O Evangelho segundo Talião



(1) Guia de Livros da Folha de São Paulo, 25 de maio. Resenha taliônica escrita por Caio Liudvik, pós-doutorando em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. (Resenha disposta na imagem logo acima.) 

(2) Primeira entrevista que concedi ao programa Livros em Revista, da TV Geração Z, apresentado pelo jornalista Ralph Peter, em 11 de abril: http://tvuol.uol.com.br/videos.htm?tag=flavio+ricardo+vassoler-_716495#assistir.htm?video=a-metamorfose-da-figura-talionica-04020E1C3968C0A14326&tagIds=716495&orderBy=mais-recentes&edFilter=all&time=all&currentPage=1

(3) Segunda entrevista que concedi ao programa Livros em Revista, em 23 de maio:

(4) Entrevista que concedi ao programa Perfil, da Rádio Unesp, apresentado pelo jornalista e crítico de arte Oscar D’Ambrosio, em 26 de abril:

(5) A escritura labiríntica em O Evangelho segundo Talião, ensaio escrito por Francini Lopes, mestre em Educação pela Unesp de Araraquara, publicado em abril pelo portal Carta Maior:

(6) Flávio Ricardo Vassoler lança livro em São Paulo – reportagem escrita por Caio Sarack, jornalista e graduando em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, publicada em abril pelo portal Carta Maior:

(7) As metamorfoses de Talião – release escrito pela jornalista Veridiana Lutti, assessora de imprensa da editora nVersos, publicada em abril pelo portal Carta Maior:

Espero que as reverberações taliônicas estimulem a curiosidade literária de todos vocês.

Vocês podem adquirir O Evangelho segundo Talião a partir dos sites das grandes livrarias e também por meio da página da editora nVersos: www.nversos.com.br. Eis o corredor polonês (virtual) que os levará à antecâmara de Talião: http://www.nversos.com.br/v2/o-evangelho-segundo-taliao.

Abraço a todos! 

domingo, 5 de maio de 2013

Barcelona I

Meus amigos,
 
 
Vicky, Cristina e
 
Barcelona I

 
 
Maria Helena, segundo Woody Allen


Soslaio catalão


Minha nuca se ajoelha

 
Santo Agostinho já sentenciara:
"Se não me perguntarem o que é o tempo, eu bem sei o que ele é;
mas, assim que me interpelam, já não consigo defini-lo". 



Pfizer


Inverno

 
Bricolagem



Profusão


Barcelona reescreve a História:
Alexandre reencontra Bucéfalo


Colosso em Barcelona


Primeira promessa histórica


Segunda promessa histórica


Ressentimento histórico
(Utopia, o redivivo lugar nenhum)


Ilhada


Porque a felicidade é prescrita com drágeas de 5 mg


A mão que balança o berço


Apenas a visão pode tocar

 
Segunda-feira


Como se o sofrimento fosse geométrico...


Gólgota


Cercanias


Bom samaritano


O rosto vazio, uma forma a receber as mais diversas faces do sofrimento?


Rodin?


O carrasco ao sentenciado:
"Você me perdoa?"


Porque o capitalismo jamais alcançará o mecenato católico


Inominável arquitetônico


O fractal da Sagrada Família


Sentinelas


Raízes da abóbada


Minha nuca se ajoelha


Cercanias


Prisma


Pai Nosso catalão
Porque a humanidade, no ápice de sua riqueza,
ainda não superou a aporia que nos faz pedir pelo pão nosso a cada dia

 
Braços em riste



Profusão


A Sagrada Família, um órgão arquitetônico cujo silêncio é rompido
com a primeira nota de nossa admiração boquiaberta


O silêncio (e a admiração) dos apóstolos


Mais humano


Where the rainbow ends


Raízes da abóbada


Altar


Mediação nua do inverno

 
Textura intangível



Gaudí e a escavação da abóbada


Olhe para o centro desta foto; quem soergue o quê?
As pilastras sustentam a abóbada ou do teto escorre um corpo?
 
 
Policromia


Teia

 
!


"Mamãe, mamãe, as colunas são ásperas?"

 
Metáfora orgânica da Idade Média


 
Gaudí reconfigura o título poético do historiador holandês Johan Huizinga
Não o outono da Idade Média, mas a aurora suave, levemente pálida



Enquanto não estiver pronta, a Sagrada Família sempre poderá insinuar que as capturas fotográficas sobrepõem camadas ainda não de todo esculpidas

 
A cor e a calma


 
Paroxismo singelo e extático


Da esquerda para a direita, Gaudí pressupôs a transição de Dante Alighieri

 
Altivez diante da qual se quer prostrar


Altar

 
Espectro catalão

 
"Papai, papai, é verdade que o tal de Gaudí deixou cair cera de vela nesta maquete, papai?"


A quem pertence a sombra desta mão?


Porque o capitalismo de fato precisa da Pfizer para tentar fazer frente ao mecenato católico

 
Arribita


Vertigem


Para cima ou para baixo?

 
Frestas da vertigem



Língua de pedra


Cruz inusitada

 
Vertigem 



!

 
Para cima ou para baixo?



Espólio deste mochileiro


Quadratura do círculo


Na Sagrada Família, há alguns soslaios que pressupõem o ordenamento do caos
(Como se Gaudí quisesse tomar fôlego...)

 
"Vela de sete dias, mamãe?"


Porque a Sagrada Família jamais entendeu a radicalidade de Cristo:
"Quem são meus pais? Quem são meus irmãos? Deixem que os mortos enterrem os mortos?"
A família seria não o núcleo fechado em si mesmo, mas a própria humanidade


Porque a arquitetura pressupõe a narrativa literária


Bucólico


Porque a cruz traz o agouro do caixão vertical


João Batista e o prenúncio de Herodes


Pax Atomica
(Também conhecida como matrimônio...)


33 anos depois...


Colosso catalão
 
 
Bach
(Ou estaríamos diante do pathos de Beethoven?)



As trombetas de Jericó


Roma


"O que você quer ser quando crescer, Jeshua?"

 
4 costados


 
"É sempre noite, do contrário não precisaríamos de luz"



Escombros do outono



Jogo da velha


Desejo vertebral


Sentinela


Austeridade ao menos altiva


O sol pálido escolhe quem afagar


Esconde-esconde


À espera...


Cerrado catalão

 
Gaviões da Fiel



Gaudí lançou mão das árvores outonais como pincéis